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segunda-feira, setembro 22, 2008

UM ASSASSINO ENTRE NÓS, de Ruth Rendell

Em um dos seus mais célebres romances, Ruth Rendell subverte todas as regras do gênero policial, prende o leitor do início ao fim e mostra por que é um dos grandes nomes da literatura de suspense e mistério da atualidade.

No interior da Inglaterra, na cidadezinha de Greeving, vive a respeitável e socialmente privilegiada família Coverdale: o casal George e Jacqueline, a estudante universitária Melinda e o adolescente Giles. Nada sugere que algo possa vir a macular sua existência, harmônica e feliz. Porém, George é tão apaixonado pela esposa que não suporta vê-la fazer sozinha todo o trabalho de casa. Assim, Eunice Parchman – uma total estranha – entra na vida dos Coverdales como empregada doméstica. Ela é soturna, esquisista, por vezes até mesmo indelicada. Mas ningém diria que ela seria capaz de fazer o que fez.

Com mais de 60 títulos publicados, milhões de livros vendidos em todo o mundo e dezenas de adaptações realizadas para o cinema e a televisão, Ruth Rendell é considerada a sucessora de Agatha Christie como Rainha do Crime. Sua obra ficcional é dividida em três tipos principais: histórias policiais com Wexford, histórias de um suspense sombrio e os livros que começou a publicar na década de 1980 sob o pseudônimo de Barbara Vine.

Livro: UM ASSASSINO ENTRE NÓS
Autor: RUTH RENDELL
Editora: L&PM Pocket
1ª Edição (2007)
Páginas: 199
ISBN: 9788525416445


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre UM ASSASSINO ENTRE NÓS:

London Hilton: Esse é um livro assustador. Comecei a leitura num domingo depois do almoço e só consegui largar de madrugada. Esqueci até o jantar. A frieza de Eunice Parchman e seu passado condenável são coisas assombrosas. Ruth Rendell estava superinspirada quando escreveu esse livro.

Agente 1986: Eu fico me perguntando de onde Ruth Rendell tira as idéias para esses livros, porque Um assassino entre nós é um suspense fenomenal. Até hoje não li nada parecido com ele. Pode ser até que exista, mas não li. A indiferença de Eunice em relação a tudo, menos à televisão, e sua maneira de agir meio ríspida, meio gélida, chegou a me dar nos nervos.

Mrs. "M": Uma família unida e feliz que recebe em sua casa uma empregada misteriosa e sombria que traz consigo a desgraça. Um enredo que poderia sair totalmente banal, se não fosse o talento de Ruth Rendell para fazer do livro uma grande história de suspense. Sempre gostei dessa escritora e foi uma experiência incrível ler Um assassino entre nós. Uma narrativa de suspense e tensão diferente.

W@L: Ficou até parecendo que Ruth Rendell estava em campanha para desencorajar as pessoas a contratar empregadas domésticas. Ela retrata com perfeição e sem exageros a realidade de um vilarejo no interior da Inglaterra e o contraste entre o mundo aristocrático dos Coverdales e a vidinha tediosa da região. Eunice Parchman, "a cara de pergaminho de cabelo de gato malhado" é uma personagem repugnante, mas às vezes a gente se vê torcendo por ela, pelo menos na primeira parte do livro, como nas cenas em que ela fica na maior saia-justa por ser analfabeta, fato que esconde de todos. Aliás, mais do que ser analfabeta, Eunice se sente ameaçada pelas palavras impressas e da forma como isso é apresentado no livro, a história fica ainda mais lúgubre.

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Nota de Flavia Andrade: Ruth Rendell, considerada a nova rainha do crime, herdeira da coroa e do cetro de Agatha Christie, é uma das mais brilhantes escritoras policiais da atualidade. Recebeu vários prêmios, e o título de Baronesa Rendell of Babergh. Assim como a Mary Higgins Clark, citada aqui há duas semanas, Rendell se dedica muito mais à literatura policial. Se o Textos & Thrillers fosse um blog mais focado nos policiais, ela seria uma das presenças mais assíduas, com certeza. Mas fica aqui a nossa homenagem a ela e à sua obra, cujo reconhecimento é justo e merecido. Para quem não conhece os livros de Ruth Rendell, Um assassino entre nós é uma ótima sugestão de primeira leitura. E quem quiser conhecer mais o trabalho dela, pode consultar a Wikipedia clicando AQUI

segunda-feira, agosto 11, 2008

HISTÓRIA DE UM LOUCO, de John Katzenbach

Essa história aterrorizante e maravilhosamente tensa de John Katzenbach leva os leitores cada vez mais fundo em uma atmosfera arrepiante de terror, escuridão e sombras.

Há vinte anos, o Western State Hospital foi fechado. Francis Petrel mal tinha saído da adolescência quando sua família enviou-o para o manicômio, por conta de seu comportamento inconstante. Agora, na meia-idade, leva uma vida sem objetivos, eternamente medicado a fim de silenciar o coro de vozes em sua cabeça. Mas uma reunião na instituição fechada mexe em algo profundamente escondido na mente perturbada de Francis: as lembranças sombrias sobre o assassinato não esclarecido de uma jovem enfermeira, cujo cadáver mutilado foi descoberto em uma madrugada depois do apagar das luzes. Quem seria o assassino? Agora, assim como as lembranças de Francis há muito enterradas, o assassino ressurge, buscando vingança.

Em HISTÓRIA DE UM LOUCO, John Katzenbach apresenta uma história edificante sobre justiça, amizade, mistério e, acima de tudo, sobre a coragem de certos homens e mulheres que se levantam, independente das circunstâncias, para derrotar o mal, sem se importar com as conseqüências.

Livro: HISTÓRIA DE UM LOUCO
Autor: JOHN KATZENBACH
Editora: Novo Século
1ª Edição (2005)
Páginas: 480
ISBN: 9788576790389

Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre HISTÓRIA DE UM LOUCO:

W@L: Esse livro é assustador, de gelar os ossos. John Katzenbach penetra fundo na alma turbulenta de um doente mental e, quando vemos, estamos raciocinando como ele. E o suspense vai crescendo de uma forma que, de repente, a gente percebe que não dá mais para largar o livro.

London Hilton: Achei a história inverossímil. Uma promotora experiente jamais confiaria em dois internos de um manicômio para ajudá-la a investigar os crimes de um serial killer.

Eça de Assis: Bom, porém confuso. Não funcionou muito bem a tática do escritor de alternar os tempos presente e passado na narrativa. Então, se o leitor não prestar muita atenção em cada parágrafo, se perde e acaba tendo que voltar umas duas ou três páginas para retomar o fio da meada.

Agente 1986: John Katzenbach sabe direitinho como criar uma tensão psicológica opressiva. Em alguns momentos, o livro me lembrou o À espera de um milagre, do Stephen King, talvez pela natureza da ambientação. O do King se passa num presídio para os condenados ao corredor da morte num estado americano, e o do Katzenbach num manicômio. Ambos têm em comum aquela atmosfera pesada de prisão, onde não há esperança, nem alegria. O personagem Francis "C-Bird" é bem convincente e me identifiquei um pouco com ele, mesmo não sendo tão louco.

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