segunda-feira, abril 13, 2009

BEIJE-ME ENQUANTO DURMO, de Linda Howard

Narrando a história proibida de Lily, uma matadora de aluguel, e Lucas, o agente da CIA que tem a missão de pegá-la viva ou morta, Linda Howard tece uma surpreendente história de suspense, romance e erotismo.

Era um emprego para matar. Eficiente, profissional e sem o mínimo de arrependimento, Lily Mansfield é uma assassina de aluguel contratada pela CIA. Seus alvos eram sempre os poderosos e corruptos, aqueles que nunca são atingidos pela lei. Agora, depois de dezenove anos de serviço, Lily se envolveu por razões pessoais num jogo perigoso, para o qual não recebeu permissão. Com atitudes cada vez mais ousadas, ela acabou comprometendo seus superiores, atraiu atenção indesejada e arriscou a própria vida. Apesar de o estresse e a tensão fazerem com que ela se sinta invencível e até mesmo um tanto convencida, Lily também sabe que pode ser eliminada num piscar de olhos. E, se for a sua hora, tudo bem. Ela pretende morrer lutando.

Lucas Swain, um agente da CIA, também reconhece os sinais perturbadores na linha de fogo. A ordem que recebe é para matá-la ou prendê-la. Mas ele também é atraído para o jogo com Lily Mansfield, equilibra-se na corda bamba ao tentar evitar uma catástrofe mundial e, ao mesmo tempo, luta contra um inimigo obstinado que vigia todos os passos deles dois. Mantendo o foco no seu objetivo e atenta para não ser pega, Mansfield não vê o perigo mortal que está indo em sua direção. E terá que descobrir que a lealdade tem seu preço.

Repleto de intriga, ação eletrizante e sensualidade, características que fizeram de Linda Howard a mestra do suspense romântico, BEIJE-ME ENQUANTO DURMO é uma história ousada de paixão, reviravoltas e personagens magnificamente elaborados que irão prender a atenção dos leitores.

Livro: BEIJE-ME ENQUANTO DURMO
Autor: LINDA HOWARD
Editora: Bertrand Brasil
1ª Edição (2006)
Páginas: 350
ISBN: 9788528612110


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre BEIJE-ME ENQUANTO DURMO:

Augusta Tietê: Li Beije-me enquanto durmo sem muito entusiasmo. A trama poderia ser melhor. Achei o personagem Lucas Swain um bobo alegre, estereótipo óbvio do homem-sedutor-que-adora-carros-e-aventuras. Não convenceu como par de Lily Mansfield e aquelas risadas dele me davam nos nervos. Se um namorado meu se comportasse assim, eu o colocava para correr na hora.

London Hilton: Gostei desse livro. O começo, narrando o jantar de Lily com o todo-poderoso Salvatore Nervi e a tática que ela emprega para matá-lo, foi muito bem feito. O veneno era forte mesmo. De resto, o livro não trouxe grandes novidades, mas a leitura valeu pelo ritmo e pela leveza, mesmo nas cenas mais trágicas. Linda Howard conseguiu dosar thriller e sensualidade na medida certa, embora pudesse ter adicionado um pouquinho mais de tempero.

Macabéio: O título já é o maior chamariz: Beije-me enquanto durmo. A narrativa prende a atenção e torcemos por Lily Mansfield e visitamos seus dramas internos com interesse. Lucas Swain é meio chatinho, mas o pior é o nome de um dos filhos do finado Salvatore Nervi: Damone. Parece nome de iogurte. Embora não dê para levar muito a sério um personagem que se chama Damone, ele acaba se revelando, mais para o final, uma figura interessante.

Gisele Letras: Beije-me enquanto durmo é um thriller competente e bem realizado, mas não empolga. É o típico "mais do mesmo". Lily e seus conflitos pessoais, a família de mafiosos italianos, Lucas, o agente descolado da CIA com fixação por carros... Linda Howard dá a impressão de que não conhece os homens a fundo, porque Lucas é a soma de todos os clichês masculinos mais rasteiros. Só faltou a cerveja, o futebol e coçar o saco. Não há muito suspense, o personagens, mesmo Lily, são bem previsíveis - com exceção de Damone Nervi e de Frank Vinay (o diretor de operações da CIA). Linda Howard escreveu um livro bom, mas há outros dela melhores.

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segunda-feira, abril 06, 2009

O TERCEIRO SEGREDO, de Steve Berry

Steve Berry escreveu um livro empolgante, em que o futuro e a história da Igreja Católica estão em jogo.

Fátima, Portugal, 1917: A Virgem Maria aparece para três crianças camponesas, confiando-lhes três segredos. Dois são imediatamente tornados públicos. O terceiro fica lacrado nos arquivos secretos do Vaticano e só é divulgado no ano 2000. O conteúdo enigmático do manuscrito deixa fiéis de todo o mundo questionando se a Igreja revelou todas as palavras de Nossa Senhora ou se trechos da mensagem teriam sido deixados nas sombras do Vaticano.

Cidade do Vaticano, dias de hoje: padre Colin Michener, novo secretário papal, está apreensivo. Nas últimas noites, o papa Clemente XV tem-se isolado na Riserva do Vaticano, que, separada do mundo por sólidas barras de ferro, guarda, arquivados em seu interior, documentos confidenciais, como a confissão de Galileu Galilei, o Tratado de Tolentino e o terceiro segredo de Fátima.

Quando Clemente XV ordena que o padre Michener siga para a Romênia e para um local sagrado na Bósnia, em busca de um velho pároco - possivelmente a última pessoa no mundo que conhece a mensagem de Maria -, uma série de acontecimentos ameaça desestabilizar a Igreja Católica.

Livro: O TERCEIRO SEGREDO
Autor: STEVE BERRY
Editora: Record
1ª Edição (2005)
Páginas: 462
ISBN: 9788501074027


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre O TERCEIRO SEGREDO:

Beta Langdon: O livro não é exatamente ruim. É escrito de forma clara, não confunde o leitor, e tem bom ritmo, mas achei a história morna. Faltou emoção. Em nenhum momento, o protagonista, Colin Michener, fica realmente ameaçado, os vilões são meio sem sal e o romance entre Michener e Katerina não convence nem emociona. É forçado, parece que foi posto ali só porque o livro pedia uma personagem para desempenhar determinadas funções e porque Michener precisava de um par romântico para fazer certos questionamentos. O final é ridículo. Não termina o livro. Berry ainda tem que comer muito ovo com bacon para chegar a um Dan Brown, com quem é comparado (aliás, o que tem de autor mediano sendo comparado com Dan Brown por aí, não está no gibi. Será que o Brown não se incomoda não?).

Eça de Assis: O terceiro segredo é excelente leitura, um excelente thriller. Já no prólogo o leitor se depara com uma reconstituição romanceada e emocionante da aparição de Nossa Senhora em Fátima. Ao longo do livro, uma das coisas que saltam aos olhos é a pesquisa que Steve Berry fez sobre a Igreja Católica, o Vaticano, as aparições da Virgem, as previsões como as de São Malaquias, etc. e a trama acaba visivelmente sendo costurada em cima desses detalhes, o que torna o livro incrivelmente real. Colin Michener é um protagonista carismático, o cardeal Valendrea, um vilão na medida certa e o destaque fica para o papa Clemente XV, e suas semelhanças com Bento XVI, começando pelo fato dos dois serem alemães (detalhe: o livro foi escrito quando João Paulo II ainda era o papa).

H. Ester: Comecei a ler O terceiro segredo numa sexta-feira à noite e terminei no domingo à tarde. Menos de dois dias de leitura, em que não consegui largar o livro, que tem mais de 450 páginas. Mais do que a trama em si, o que fascina neste thriller são as revelações que Steve Berry faz sobre as previsões marianas e os bastidores do Vaticano. A trama é surpreendentemente bem ambientada e a pesquisa que Berry fez deve ter sido exaustiva. O resultado é um livro agradável de se ler, crível e que, através de um enredo ficcional, revela aos leitores muitos mistérios da Igreja, inclusive reproduzindo textualmente os três segredos de Fátima. Steve Berry tem mão e tino de ficcionista e seu livro desbanca muitos trabalhos de muitos autores veteranos de thrillers.

Bentinha Escobar: O terceiro segredo não é o melhor nem o pior thriller que já li, mas a leitura valeu as horas gastas. Apesar dos problemas da narrativa, principalmente na relação inconvincente entre Colin Michener e Katerina e no final sem graça, o livro tem momentos muito bons, como o do confronto entre o papa Clemente XV e o cardeal Alberto Valendrea na Riserva do Vaticano e o conclave quando o novo papa é eleito. Os personagens de Michener, Clemente e do cardeal africano Ngovi são os melhores, enquanto Katerina e os padres Ambrosi e Kealy são fracos e robotizados e poderiam ter sido melhor construídos. Valendrea é um antagonista competente, embora sua figura seja nojenta demais (Berry exagerou). Aprendi muita coisa sobre os segredos de Fátima e sobre o funcionamento do Vaticano. Neste ponto o livro faz lembrar Anjos e demônios, de Dan Brown, embora não possua nem um décimo da emoção e do ritmo deste.

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segunda-feira, março 30, 2009

1º A MORRER, de James Patterson

Em uma narrativa de tirar o fôlego, James Patterson nos apresenta as integrantes do Clube das Mulheres Contra o Crime, às voltas com um serial killer que assassina homens e mulheres que acabaram de se casar.

No Estado da Califórnia, um assassino é movido por bizarra compulsão: esfaquear homens e mulheres que acabaram de casar. Esse serial killer sente prazer em ceifar as vidas de pessoas apaixonadas, sendo capaz de matar com requintes de crueldade e alto grau de frieza.

Inconformadas com a atuação da polícia, que não consegue solucionar o caso, quatro mulheres incríveis vão se unir em torno de um objetivo comum: encontrar, prender e superar o diabólico assassino.

Lindsay é a inspetora de homicídios da delegacia de polícia da cidade. Claire é médica-legista. Jill, assistente da promotoria. Cindy, por sua vez, é a mais nova repórter da seção policial do San Francisco Chronicle. Elas sabem que, se unirem suas forças, coragem e inteligência, têm alguma chance de pôr fim à onda de mortes que assola a cidade, mas não imaginam que a verdade, nesse caso, vai abalar todas as suas convicções.

Livro: 1º A MORRER
Autor: JAMES PATTERSON
Editora: Rocco
1ª Edição (2008)
Páginas: 376
ISBN: 9788532523310


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre 1º A MORRER:

W@L: Esse thriller é sensacional. Parte de um argumento aparentemente banal e já bastante explorado (assassinatos em série, uma investigadora com problemas pessoais, etc, etc. e tal) para presentear os leitores do gênero com uma trama inovadora e com boa pegada. Embora não chegue a ser uma história surpreendente, ela não tem aquele gosto de déja-vu. A partir da terceira parte o livro ganha em velocidade e surpreende a capa página. Nada é previsível e quando o leitor acha que solucionou o mistério, vem uma reviravolta e ele retorna à estaca zero. James Patterson é incansável na sua capacidade de escrever boas histórias.

Agente 1986: O que dizer deste livro? A idéia do clube das mulheres contra o crime, nas mãos de um autor desastrado (tipo um David Gibbins da vida, ou um Peter Harris, ou um Noah Charney) naufragaria muito fácil. Mas James Patterson é craque e craques podem jogar medianamente uma vez ou outra, mas jamais serão pernas de pau. Patterson deu vida a um assassino metódico de recém-casados e a uma inspetora de homicídios, Lindsay Boxer, atormentada por um problema raro e grave de saúde, acrescentou alguns temperos, uns cenários glamourosos, deu uma mexida boa e o resultado foi um livro muito agradável de ler, apesar de alguns lances meio inverossímeis que não chegam a comprometer o conjunto. Não é uma história policial mulherzinha, muito menos uma trama do tipo As panteras, então os leitores homens podem perder a desconfiança e ler 1º a morrer numa boa.

Mrs. "M": Os dois primeiros capítulos de 1º a morrer são impactantes e chocam o leitor logo de cara, para não deixar dúvidas sobre o que vem a seguir. E o que vem a seguir é uma trama muito boa, que prendeu minha atenção. Fazia muito tempo que eu não lia um livro de James Patterson e 1º a morrer foi um ótimo retorno às obras desse grande escritor, que eu adoro. Além do assassino e sua mente perturbada e perturbadora, as personagens Lindsay e Claire são as melhores. Lindsay e seu drama com a tal da anemia de Negli, é uma personagem complexa e carismática, nem boazinha e nem durona demais. Uma figura bem próxima da realidade da mulher urbana contemporânea. A tragédia que ela viveu no final foi de fazer chorar. Cindy e Jill me entediaram um pouco, principalmente Cindy e seu jeito crazy de jornalista "sou jovem-atrevida-posso tudo", mas elas foram bem construídas por Patterson. Já estou curiosa para ler os novos livros da série. Editora Rocco, não demore, please.

Martina Memory: 1º a morrer é um livro que engana uma porção de vezes à medida que é lido. E enganou até a mim, que sou leitora veterana de thrillers. A parte final, quando os crimes são finalmente desvendados é emocionante em todos os sentidos, digna de um mestre. James Patterson soube despistar o leitor muito bem, como poucas vezes vi. Só o epílogo é que achei um pouco forçado. Não precisava aquilo, foi apelativo demais e quase estragou tudo. O bom seria se o livro tivesse acabado na página 368. Também a história do disfarce não convenceu muito. E não é só a aparência. Fico perguntando como "Phillip Campbell" disfarçou a própria voz.

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segunda-feira, março 23, 2009

SOBRE MENINOS E LOBOS, de Dennis Lehane

Em SOBRE MENINOS E LOBOS, dor e violência arrastam o leitor numa trama em que as perspectivas de vida e de realização não ultrapassam os sufocantes limites de dois bairros historicamente construídos em torno do crime.

O carro marrom, quadrado e comprido, do tipo usado pelos detetives de polícia, encostou perto dos três meninos que ensaiavam uma briga de rua na violenta periferia de Boston. Aturdidos com a inesperada abordagem, Sean e Jimmy viram o amigo Dave ser levado por dois homens que, ao que tudo indicava, perteciam ao corpo da polícia. No entanto uma brusca mudança na atmosfera daquela manhã - subitamente mais sombria - os advertiu de que havia algo errado: uma simples disputa entre três garotos de onze anos não era caso para uma interveção desse tipo.

Vinte e cinco anos mais tarde, Sean, agora policial da Divisão de Homicídios, é escalado para cuidar do assassinato da bela filha de Jimmy. Distantes desde a época do seqüestro de Dave, os três companheiros voltam então a se encontrar e, espelhados nas águas correntes do rio Mystic, tentarão se livrar definitivamente do que ficou tanto tempo à margem.

Livro: SOBRE MENINOS E LOBOS
Autor: DENNIS LEHANE
Editora: Companhia das Letras
1ª Edição (2002)
Páginas: 552
ISBN: 9788535903058


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre SOBRE MENINOS E LOBOS:

Gisele Letras: Sobre meninos e lobos é apresentado como um romance policial. Mas sempre o achei muito mais um thriller. É verdade que grande parte da trama gira em torno de um assassinato e é verdade, também, que um dos protagonistas é um policial. Mas como todos os personagens estão muito diretamente ligados aos dilemas dramáticos da história, a narrativa foge um pouco ao modelo do romance policial clássico, incluindo alguns dos outros livros do próprio Dennis Lehane.

Augusta Tietê: A história é boa, mas não me empolgou do jeito que eu achava que ia empolgar. Gostei mais do filme. Lehane pesa a mão em alguns momentos e tem páginas e mais páginas do livro que cansam com tantas descrições. Cheguei a ter vontade de pular algumas, mas resisti. Não é um livro agradável do tipo "a justiça será feita, tudo será resolvido e tudo, no fim, dá certo". Todos os três protagonistas vivem seus dramas de forma intensa e o leitor sente como se estivesse acontecendo com ele.

Léo Bloom: Melhor livro de Dennis Lehane, o que ele vai mais fundo na psiquê dos protagonistas. O cara tem que saber escrever para conseguir fazer o que ele fez. Misturar uma trama de mistério com conflitos psicológicos de três personagens e se sair bem é uma proeza e Lehane conseguiu. A primeira parte, em 1975, quando Dave é levado pelo carro marrom é assustadora. Jimmy é um personagem ambíguo do qual eu gostei, apesar de tudo. É humano, mas com acessos violentos de desumanidade. Um homem capaz de amar a filha e sofrer que nem um cão com a morte dela e, ao mesmo tempo, cometer uma injustiça brutal sem se mostrar arrependido.

London Hilton: O livro é bom, os dramas dos três personagens principais são bem explorados, mas fiquei um pouco decepcionada com a parte da investigação em si. Me pareceu que o assassinato de Katie Marcus, filha de Jimmy, não passou de um pretexto para fazer os três amigos de infância se reencontrarem e relembrarem a ferida de 25 anos atrás, quando Dave foi seqüestrado por dois maníacos. Sim, porque a solução do crime foi ridícula. Nem vou comentar aqui, mas quem leu sabe. Para quem gosta de thrillers, Sobre meninos e lobos pode decepcionar. Já quem espera ler um romance de mistério com elementos diferenciados e algum aprofundamento existencial, o livro funciona bem.

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Nota de Flavia Andrade: Sobre meninos e lobos foi lançado no cinema em 2003, com direção de Clint Eastwood. No elenco, Sean Penn (Jimmy), Kevin Bacon (Sean) e Tim Robbins (Dave), entre outros. O filme fez grande sucesso e recebeu seis indicações para o Oscar, em 2004: melhor ator (Sean Penn), melhor ator coadjuvante (Tim Robbins), melhor atriz coadjuvante (Marcia Gay Harden), melhor roteiro adaptado, melhor direção e melhor filme. Faturou os dois primeiros. Sobre meninos e lobos está disponível em DVD e, para adquiri-lo no Submarino, é só clicar AQUI.

segunda-feira, março 16, 2009

ATLANTIS, de David Gibbins

Misturando ficção com dados históricos reais, ATLANTIS é um thriller diferente, no qual tudo poderia ser verdade.

Fascinado durante séculos pelo mito da Atlântida, o homem nunca parou de procurar pela ilha fabulosa, um lugar mais avançado que qualquer outro, cujo povo vivia em harmonia e grande fartura. A sociedade perfeita que repentinamente afundou entre as ondas nos primórdios da história, não deixando nenhum rastro sobre o seu paradeiro e protegendo seus grandes segredos dentro das próprias paredes.

Um dia, no entanto, o arqueólogo marinho Jack Howard teve sorte. Enquanto mergulhava em busca de um naufrágio do tempo de Homero, no Mediterrâneo, sua equipe descobriu o que poderia ser a chave para localização da cidade perdida. Armado com a experiência que tinha feito dele um dos mais renomados profissionais, Jack saiu em busca daquilo que outros haviam tentado encontrar durante milhares de anos.

E ele está prestes a fazer uma descoberta assombrosa - que iria apaziguar os demônios que o perseguiam. Mas alguém mais ficou sabendo da localização da Atlântida... e Jack e sua equipe são repentinamente envolvidos em um jogo de vida ou morte cujas conseqüências podem destruir muitas vidas. Porque aquilo que Jack descobre está além de seus sonhos mais fantasiosos - e a revelação será obtida a um preço terrível.

Livro: ATLANTIS
Autor: DAVID GIBBINS
Editora: Planeta
1ª Edição (2006)
Páginas: 440
ISBN: 9788576651413


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre ATLANTIS:

Bentinha Escobar: Teve um blog chamado Libru Lumen que elegeu Atlantis o pior livro lido em 2007. Pois eu o elegi o pior livro lido em 2008. Por mim, ele nem apareceria aqui no Textos & Thrillers, porque pode funcionar como propaganda. E quanto menos publicidade essa porcaria tiver, melhor. Então prefiro não comentar.

Eça de Assis: Atlantis é um thriller muito chato. Arrastado, confuso e extremamente inverossímil. O protagonista, Jack Howard, é a soma de todos os piores clichês, além de não ter carisma nenhum. O mito de Atlântida, que rendeu grandes romances contemporâneos como A queda de Atlântida, Morte na Atlântida, Morte no colégio, e Atlântida - o oitavo continente, foi muito mal explorado. Não empolga, não entretê, não informa. Mas pode servir de sonífero. Bola fora da Planeta.

Beta Langdon: Comecei a ler Atlantis com interesse. A capa é chamativa, o tema interessante e tudo fazia crer que se tratava de um thriller poderoso. Mas já no segundo capítulo, meu interesse murchou e no quarto eu não queria mais prosseguir com a leitura, de tão chata. Por que David Gibbins não escreveu um tratado sobre pesquisas arqueológicas e geológicas? Teria sido muito mais honesto da parte dele e os pobres leitores crédulos como eu, seriam poupados do constrangimento de ler um romance tão, mas tão ruinzinho.

H. Ester: Comparar David Gibbins com Dan Brown como está na contracapa do livro é um absurdo. Gibbins não poussui nem uma migalha do talento do autor de O código Da Vinci, não sabe contar uma história, não consegue prender a atenção do leitor, enche o livro com informações técnicas e científicas complicadas e sem nenhuma função na trama, os personagens são previsíveis, sem graça, sem charme... Nada nesse livro se salva. Nem sei se Atlantis pode ser chamado de "thriller", porque o suspense é quase nenhum. E o pior é que a Editora Planeta ainda teve a coragem de publicar um outro romance de Gibbins, que me disseram ser ainda pior do que Atlantis, porque nem o tema é atraente. Nunca mais lerei um livro desse autor.

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segunda-feira, março 09, 2009

O ÍCONE, de Gary Van Haas

Ícone, eikón, ónos (grego) / s. 1. Imagem pictórica.2. Imagem religiosa convencional, geralmente pintada sobre pequenos pedaços de madeira, usada para adoração na Igreja Ortodoxa. (Dicionário Webster's).

O ÍCONE é um suspense com muita aventura que se passa nas ilhas gregas nos dias de hoje. Conta a história de Garth Hanson, um jovem pintor americano, a quem é encomendada a cópia de um ícone famoso. A encomenda, na verdade, é uma chantagem, e Hanson cai nas mãos de uma quadrilha internacional. À medida que a trama vai se desenvolvendo, fica claro que esse ícone é muito mais do que um ícone famoso: é a chave para documentos da era cristã que foram perdidos no mar Morto. Esses documentos estiveram na posse dos Cavaleiros Templários no ano de 1099.

A obra está sendo roteirizada para o cinema (Green-light sheet), que terá como atores Pierce Brosnan e Catherine Zeta-Jones e será filmado na Grécia e no Reino Unido, em uma co-produção. O livro, quando publicado em 2000, obteve boa tiragem de venda (600 mil exemplares) por uma editora pequena. Os direitos autorais já foram vendidos para 15 países, que se interessaram após saberem da estréia para o cinema.

Livro: O ÍCONE
Autor: GARY VAN HAAS
Editora: Prumo
1ª Edição (2008)
Páginas: 216
ISBN: 9788561618551


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre O ÍCONE:

W@L: Bom livro. Pouco pretensioso. Competente. Sem muito em comum com a média dos thrillers. O autor tem uma linguagem que flui e sabe contar uma história. A ambientação é caprichada. Pelas descrições de Gary Van Haas, é possível visualizar com muita nitidez a beleza das ilhas gregas, o mar refletindo o brilho do sol, o calor no verão da caótica Atenas... Me senti transportada para lá. A gente sente que existe um mistério por trás do desejo de se obter o tal ícone, que vai além do ícone propriamente dito e isso alimenta o mistério, que acaba servindo de combustível à trama.

Paty Faria: Não me empolgou. A trama é linear e meio previsível. O livro quase não tem suspense, só arranca de verdade lá pela página 175 (o livro tem 214) e mesmo assim sem muito fôlego. O final é sem graça e não causa muito impacto. Talvez se eu tivesse lido o livro na época em que ele foi lançado (em 1999 ou 2000, antes de O código da Vinci e seus descendentes) a minha impressão fosse diferente. Mas a sensação foi de um déja-vu. Sinceramente, esperava mais.

Martina Memory: O ícone é um livro interessante, mas eu poderia passar sem ele. Sinceramente, pelo visual da capa, pelo texto de apresentação e pela empolgação da nossa webmaster, Flavia Andrade (que deve ter sido a primeira pessoa a comprar o livro), esperava mais. Mas não foi uma leitura perdida. Uma das coisas que esse livro mostra é a diferença entre um livro escrito por um homem e um escrito por uma mulher, quando não são muito talentosos. Esse é, claramente, escrito por um homem. Todos os detalhes da trama - das descrições dos carros, à forma como o narrador fala das mulheres - são inegavelmente pontos de vista masculinos. Tudo bem que o livro é narrado na primeira pessoa. Mas senti falta de uma certa delicadeza. Mesmo assim, O ícone tem um clima sutil de suspense que combinado com o charme da ambientação na Grécia, torna a leitura agradável. Tem uma hora, mais para o final da história, em que acontece o clímax e o suspense aumenta. Não sei se leria um outro livro de Gary Van Haas.

Agente 1986: Gostei muito deste O ícone. Foi uma grande idéia a de Gary Van Haas e tenho a impressão que Dan Brown deu uma lida nesse livro antes de escrever O código Da Vinci (para quem não sabe, O ícone, que está sendo lançado só agora no Brasil, saiu nos Estados Unidos em 2000). Isso precisa ser levado em conta. Além disso, o autor tem uma grande qualidade: não enche linguiça. O protagonista, Garth Hanson é o que muitos homens gostariam de ser: malandro, artista, namorador, tem todas as mulheres aos seus pés, viaja e ainda passa por aventuras nas Ilhas Gregas. Lendo o livro, toda hora me dava vontade de largar tudo aqui para o alto e me mudar para Míconos para levar a vida que ele leva, com os bons amigos que tem (Eugene e Dmitri) e as mulheres que encontra (Linda e Maria). Sensacionais as sacadas de Gary Van Haas para a fortaleza do casal gay Bryan e Fredericks, com seus "pupilos" Eric e Jacinto e para a composição do vilão, Meissner. De resto, morri de calor aqui com a descrição do verão grego que parece ser ainda mais forte do que o brasileiro.

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segunda-feira, março 02, 2009

HORA ZERO, de Joseph Finder

Em HORA ZERO, Joseph Finder expõe a vulnerabilidade da rede de computadores mundial frente a possíveis planos terroristas, e adverte para a fatalidade: o colapso na economia global.

Quando um telefonema é interceptado pelos satélites espiões da Agência Nacional de Segurança no céu da Suiça, a agente especial do FBI Sarah Cahill, mãe de um menino de oito anos, é convocada urgentemente para Nova York para conduzir uma investigação que se transforma imediatamente em perseguição desesperada a um brilhante terrorista mercenário, altamente sofisticado e carismático — o Príncipe das Trevas —, que fugiu da prisão de segurança máxima Pollsmoor, na África do Sul. Sarah inicia uma caçada intensa e absolutamente secreta a um homem excepcionalmente perigoso cuja identidade ela não conhece — muito embora ele a conheça intimamente.

De uma hora para outra, Sarah e o filho mergulham em um apavorante labirinto de intrigas, um jogo de gato e rato que põe em perigo suas vidas, forçando Sarah a correr para descobrir uma conspiração terrorista... antes do momento crítico e decisivo, a hora zero.

Valendo-se de entrevistas com agentes da CIA, FBI e até terroristas, Joseph Finder constrói um enredo com impressionante número de informações técnicas, como estratégias de comunicação via satélite, mecanismos de montagem e detonação de bombas, falsificação de documentos e o uso de sistemas de ponta na identificação de impressões digitais.

Livro: HORA ZERO
Autor: JOSEPH FINDER
Editora: Rocco
1ª Edição (1999)
Páginas: 476
ISBN: 9788532509437


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre HORA ZERO:

Mrs. "M": Nessa época em que deu a louca no mercado financeiro e a economia mundial se encontra de pernas pro ar, falar de um thriller como Hora Zero é bem oportuno. Não é o melhor livro de Joseph Finder, mas é muito bom e prende mesmo a atenção. Mais uma vez o grande personagem é o antagonista, Baumann. A agente Sarah Cahill é interessante, mas é uma figura meio esquemática, como muitas outras heroínas de thrillers. E é ela a responsável pelo grande "mico" do livro: como uma agente experiente do FBI se deixa enganar com tanta facilidade por um homem daquela maneira?

London Hilton: Depos que li Hora Zero me bateu uma dúvida: será que o atual colapso financeiro tem a ver com algum atentado contra a Network? Será que algum especulador espertinho leu o thriller de Joseph Finder e decidiu dar uma de Baumann? O livro corre num ritmo acelerado, mas o leitor não se perde em nenhum momento. A história é bem verossímil e até os lances absurdos se tornam factíveis. Muito comédia a cena em que Sarah Cahill flagra o presidente do Manhattan Bank, Warren Elkind numa sessão sadomasoquista e ele, com a cabeça encapuzada, pergunta a ela: "Sim, Soberana?" Tudo narrado com muita classe, mas não deu pra não rir.

Léo Bloom: Hora Zero é fenomenal. Aliás, não conheço um thriller de Joseph Finder que não seja. O cara tem o dom da agilidade, mas sem deixar escapar nada. Ele distribui as informações necessárias muito bem ao longo da narrativa e o leitor não se perde. A trama tem duas estrelas: Baumann e Malcom Dyson, o vingativo milionário americano preso a uma cadeira de rodas que o contrata. A fuga de Baumann da prisão na África do Sul, logo nas primeiras páginas, é sensacional e já dá a idéia de como será o resto da história. As cenas em que Dyson aparece são marcantes. E ainda tem o homem que Dyson quer destruir, o banqueiro Warren Elkind, fissurado em rituais sadomasoquistas com dominadoras profissionais, um elemento inusitado que torna a história ainda mais humana e crível.

Macabéio: Gosto dos livros de Joseph Finder, mas este, especialmente, não me agradou muito. Toda a ação de Hora Zero é bastante previsível, os protagonistas, a começar por Sarah Cahill, não têm brilho, não encantam o leitor. O lado dos antagonistas também não ajuda muito. Todas as ações de Baumann são inverossímeis, não convencem
. A forma como ele mata as pessoas, torcendo o pescoço delas é meio repugnante e chega uma hora que cansa. As mortes não têm emoção, a investigação não tem emoção. Nem a perseguição final tem muita emoção. Baumann realmente pensava que iria escapar? Faltou densidade à trama e alguns dos personagens do núcleo de Cahill poderiam ser eliminados sem problemas. Além disso a questão principal do livro — a ameaça de colapso da Network —, não tem apelo dramático o bastante para mobilizar os leitores contra as vilanias de Baumann e Malcom Dyson. A hora é zero e a minha nota para o livro também é.

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segunda-feira, dezembro 22, 2008

Pausa para balanço e leituras

A partir de hoje, o TEXTOS & THRILLERS entra em recesso de verão. Por causa da estrutura do blog, que é vinculado a um grupo de leitura, seria difícil manter o ritmo no período entre o Natal e o Carnaval. É uma época em que todo mundo aqui sai de férias, sendo que muitos viajam com a família. Ficaria complicado reunir o grupo para as discussões semanais em torno dos livros que vamos ou não comentar. Então, decidimos que, ao invés de uma pequena pausa de fim de ano (que era o nosso plano inicial), faríamos um retiro mais prolongado até o final de fevereiro. A idéia é aproveitar esses dois meses e uns quebradinhos para adiantar a leitura dos thrillers que serão divulgados no blog em 2009.

Portanto, aguardem nosso retorno, a princípio, para 2 de março de 2009. Uma segunda-feira, claro.

Até lá vocês podem dar mais uma olhada nas postagens com os livros já comentados e com as crônicas super da hora, escritas por nossos colegas do Ts&Ts, sobre alguns personagens memoráveis de grandes thrillers que a gente leu. Olha eles aí:

* ROBERT LANGDON, do thriller ANJOS E DEMÔNIOS, de Dan Brown
* VITO CORLEONE, do thriller O PODEROSO CHEFÃO, de Mario Puzo
* MARIE-CÉCILE DE l´ORADORE, do thriller LABIRINTO, de Kate Mosse
* EVELYN WAKIM, do thriller 120 HORAS, de Luis Eduardo Matta
* ALEC LEAMAS, do thriller O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO, de John Le Carré


Beijabraços da Flavia Andrade e de toda a comunidade do Ts&Ts