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segunda-feira, maio 04, 2009

O ÚLTIMO TEMPLÁRIO, de Raymond Khoury

Em seu romance de estréia, Raymond Khoury, consagrado roteirista de cinema e televisão, narra de forma ágil e inquietante uma busca a segredos que poderão abalar os pilares do cristianismo.

Durante o ataque muçulmano, em 1291, à antiga cidade de Acre, no Reino Latino de Jerusalém, a galé Templo do Falcão zarpa, levando um pequeno grupo de cavaleiros, entre eles o jovem templário Martin de Carmaux, seu mestre, Aimard de Villiers, e um misterioso baú a eles confiado pelo grão-mestre da Ordem dos Templários momentos antes de sua morte. O barco desaparece sem deixar rastro.

Sete séculos depois, na cidade de Nova York, quatro homens vestidos de templários e montados a cavalo irrompem na festa de abertura de uma exposição de relíquias do Vaticano no museu Metropolitan, espalhando pânico e roubando os objetos expostos. A arqueóloga Tess Chaykin, uma das convidadas da festa, testemunha quando um dos cavaleiros, que parece liderar o grupo, se atem, como num ritual solene, a um único objeto: um misterioso decodificador medieval.

Após o incidente, o FBI instaura uma investigação sobre o caso liderada pelo especialista em anti-terrorismo Sean Reilly. Juntos, Reilly e Tess se envolvem em uma corrida mortal por três continentes em busca do local de descanso do Templo do Falcão e da perturbadora verdade sobre a sua carga.

Livro: O ÚLTIMO TEMPLÁRIO
Autor: RAYMOND KHOURY
Editora: Ediouro
1ª Edição (2006)
Páginas: 476
ISBN: 9788500018459


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre O ÚLTIMO TEMPLÁRIO:

Bentinha Escobar: O Último Templário é um entre vários livros que pegaram carona no sucesso de O Código da Vinci. Como todos os outros, não conseguiu nem chegar perto do best-seller de Dan Brown. O livro é mal escrito, tem um encaminhamento decepcionante e fracassa ao tentar aprofundar algumas idéias de forma inoportuna, coisa que não cai muito bem num thriller. Acho que o fato de o autor ser roteirista de cinema atrapalhou bastante o desenvolvimento da trama. Pois o livro lembra mais um roteiro do que um texto literário. Não emociona, nem cria suspense. Não recomendo.

London Hilton: Um thriller cinematográfico, eletrizante e cheio de adrenalina a cada página. Não consegui desgrudar de O Último Templário até o final. Ao misturar história com os tempos atuais, o autor criou um livro fascinante e de ritmo acelerado. Os protagonistas, Tess Chaykin e Sean Reilly são bem construídos, carismáticos e cativantes. E as reflexões sobre fé e religião apresentadas pelo autor cabem bem a todos nós hoje em dia. De todos os thrillers religiosos que apareceram depois de O Código da Vinci, este O Último Templário, junto com Labirinto, de Kate Mosse, é um dos melhores.

Augusta Tietê: Esse livro de estréia do roteirista Raymond Khoury começa muito bem. O prólogo narra com emoção a tomada da cidade de Acre, em 1291, pelos muçulmanos e a expulsão dos cruzados e Cavaleiros Templários da Terra Santa. E nos primeiros capítulos se dá o grande momento do livro, com a invasão dos homens a cavalo à exposição no Museu Metropolitan de Nova York (como é que eles conseguiriam isso na vida real, hein?). Depois, o livro vai perdendo força gradualmente até naufragar num final ridículo, que não justifica toda a trama construída atrás. Nas mãos de um autor mais hábil, o livro poderia ficar melhor, pois tem um argumento forte. Mas como é o primeiro trabalho de Raymond Khoury, acho que podemos dar um desconto pra ele.

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segunda-feira, março 09, 2009

O ÍCONE, de Gary Van Haas

Ícone, eikón, ónos (grego) / s. 1. Imagem pictórica.2. Imagem religiosa convencional, geralmente pintada sobre pequenos pedaços de madeira, usada para adoração na Igreja Ortodoxa. (Dicionário Webster's).

O ÍCONE é um suspense com muita aventura que se passa nas ilhas gregas nos dias de hoje. Conta a história de Garth Hanson, um jovem pintor americano, a quem é encomendada a cópia de um ícone famoso. A encomenda, na verdade, é uma chantagem, e Hanson cai nas mãos de uma quadrilha internacional. À medida que a trama vai se desenvolvendo, fica claro que esse ícone é muito mais do que um ícone famoso: é a chave para documentos da era cristã que foram perdidos no mar Morto. Esses documentos estiveram na posse dos Cavaleiros Templários no ano de 1099.

A obra está sendo roteirizada para o cinema (Green-light sheet), que terá como atores Pierce Brosnan e Catherine Zeta-Jones e será filmado na Grécia e no Reino Unido, em uma co-produção. O livro, quando publicado em 2000, obteve boa tiragem de venda (600 mil exemplares) por uma editora pequena. Os direitos autorais já foram vendidos para 15 países, que se interessaram após saberem da estréia para o cinema.

Livro: O ÍCONE
Autor: GARY VAN HAAS
Editora: Prumo
1ª Edição (2008)
Páginas: 216
ISBN: 9788561618551


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre O ÍCONE:

W@L: Bom livro. Pouco pretensioso. Competente. Sem muito em comum com a média dos thrillers. O autor tem uma linguagem que flui e sabe contar uma história. A ambientação é caprichada. Pelas descrições de Gary Van Haas, é possível visualizar com muita nitidez a beleza das ilhas gregas, o mar refletindo o brilho do sol, o calor no verão da caótica Atenas... Me senti transportada para lá. A gente sente que existe um mistério por trás do desejo de se obter o tal ícone, que vai além do ícone propriamente dito e isso alimenta o mistério, que acaba servindo de combustível à trama.

Paty Faria: Não me empolgou. A trama é linear e meio previsível. O livro quase não tem suspense, só arranca de verdade lá pela página 175 (o livro tem 214) e mesmo assim sem muito fôlego. O final é sem graça e não causa muito impacto. Talvez se eu tivesse lido o livro na época em que ele foi lançado (em 1999 ou 2000, antes de O código da Vinci e seus descendentes) a minha impressão fosse diferente. Mas a sensação foi de um déja-vu. Sinceramente, esperava mais.

Martina Memory: O ícone é um livro interessante, mas eu poderia passar sem ele. Sinceramente, pelo visual da capa, pelo texto de apresentação e pela empolgação da nossa webmaster, Flavia Andrade (que deve ter sido a primeira pessoa a comprar o livro), esperava mais. Mas não foi uma leitura perdida. Uma das coisas que esse livro mostra é a diferença entre um livro escrito por um homem e um escrito por uma mulher, quando não são muito talentosos. Esse é, claramente, escrito por um homem. Todos os detalhes da trama - das descrições dos carros, à forma como o narrador fala das mulheres - são inegavelmente pontos de vista masculinos. Tudo bem que o livro é narrado na primeira pessoa. Mas senti falta de uma certa delicadeza. Mesmo assim, O ícone tem um clima sutil de suspense que combinado com o charme da ambientação na Grécia, torna a leitura agradável. Tem uma hora, mais para o final da história, em que acontece o clímax e o suspense aumenta. Não sei se leria um outro livro de Gary Van Haas.

Agente 1986: Gostei muito deste O ícone. Foi uma grande idéia a de Gary Van Haas e tenho a impressão que Dan Brown deu uma lida nesse livro antes de escrever O código Da Vinci (para quem não sabe, O ícone, que está sendo lançado só agora no Brasil, saiu nos Estados Unidos em 2000). Isso precisa ser levado em conta. Além disso, o autor tem uma grande qualidade: não enche linguiça. O protagonista, Garth Hanson é o que muitos homens gostariam de ser: malandro, artista, namorador, tem todas as mulheres aos seus pés, viaja e ainda passa por aventuras nas Ilhas Gregas. Lendo o livro, toda hora me dava vontade de largar tudo aqui para o alto e me mudar para Míconos para levar a vida que ele leva, com os bons amigos que tem (Eugene e Dmitri) e as mulheres que encontra (Linda e Maria). Sensacionais as sacadas de Gary Van Haas para a fortaleza do casal gay Bryan e Fredericks, com seus "pupilos" Eric e Jacinto e para a composição do vilão, Meissner. De resto, morri de calor aqui com a descrição do verão grego que parece ser ainda mais forte do que o brasileiro.

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segunda-feira, outubro 20, 2008

O ENIGMA VIVALDI, de Peter Harris

Neste romance de Peter Harris, em que ficção e realidade se misturam, o leitor irá desembarcar na Veneza do século XXI para acompanhar a incessante busca pelo maior enigma de Vivaldi, guardado durante dois séculos e meio por ameaçar os alicerces do Cristianismo.

Admirador do prete rosso – padre vermelho –, nome pelo qual o compositor veneziano Antonio Vivaldi era conhecido por causa da cor dos cabelos, o jovem espanhol Lucio Torres decide ir a Veneza para participar de uma jornada musical sobre o músico e, assim, conhecer um pouco mais de sua vida e obra. Ao se deparar com a total falta de organização do evento, resolve pesquisar sobre o ídolo e curtir Veneza por conta própria. A encantadora Maria Del Sarto, filha da dona da hospedaria onde se encontra, acaba se tornando sua guia turística e grande paixão.

Ao folhear um livro de contas de 1741 (ano em que Vivaldi morreu) do arquivo do Ospedale della Pietà, onde o grande maestro havia atuado como professor, Lucio se surpreende com uma partitura sem nome e sem título. Quem compusera aquela música havia utilizado a quarta trítono, uma combinação de notas que produzia um som horrível e era considerada pela Igreja a música do diabo. Convencidos de que a partitura é de Vivaldi e de que nela está o grande segredo que o músico, pouco antes de morrer, enviara de Viena a um colega da Fraternitas Charitaris – sociedade secreta cuja missão era exercer uma espécie de controle sobre determinados saberes a fim de evitar sua divulgação –, o casal decide ir até o fim nas suas buscas para desvendar que segredo era esse que Vivaldi descobrira e que não queria que chegasse ao domínio público.

Livro: O ENIGMA VIVALDI
Autor: PETER HARRIS
Editora: Relume Dumará
1ª Edição (2005)
Páginas: 336
ISBN: 9788573164282


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre O ENIGMA VIVALDI:

Léo Bloom: Sem graça. Pretensioso. Idiota. Totalmente trash. Esses são os melhores eufemismos que eu encontrei para avaliar esse thriller, que foi um dos piores que li desde que o obstetra me tirou da barriga da minha mãe. Qualquer livro ordinário de auto-ajuda é melhor do que O enigma Vivaldi. Não dá pra acreditar que esse lixo tenha sido publicado e ainda por cima traduzido. Parecia uma versão impressa do Ataque dos tomates assassinos.

Mrs. "M": Não vou nem dizer que Vivaldi “deve estar se revirando no túmulo” por ter sido rebaixado a tema desse livro, porque O enigma Vivaldi é tão ruim e ridículo, mas tão ruim e ridículo, que nem dá para levar o fato a sério. Fui mais uma vítima do engodo pós-Código Da Vinci, quando um monte de escrevinhadores resolveu aproveitar o filão para faturar uma prata e encheu as livrarias com livros desprezíveis. Esse Peter Harris (que apesar do nome, é espanhol) definitivamente não sabe desenvolver uma trama que preste. Devia se mudar para Veneza e abrir uma agência de turismo para músicos espanhóis.

Beta Langdon: Mais surpreendente do que o tal de Peter Harris escrever essa droga de livro (afinal, tem tanta gente escrevendo porcaria por aí), foi um editor ter se animado a publicá-lo e outros terem se animado a traduzi-lo e publicá-lo em outros países. Só um editor sem visão pode apostar o nome da sua empresa numa obra assim. Na orelha da edição brasileira tem uma parte que diz: “Nessa fascinante novela de Peter Harris...”. Fascinante novela? Faz-me rir. A Relume Dumará tinha era que ser processada por propaganda enganosa. Quero meu dinheiro de volta!!!

H. Ester: O enigma Vivaldi é um thriller muito chato, previsível e sem emoção nenhuma. Os dois protagonistas (o espanhol Lucio e a italiana Maria) são dois pamonhas. Os vilões, agrupados em torno do dottore Stefano Michelotto são risíveis e totalmente inconvincentes. O livro não tem clímax, o final é boboca, a trama não faz sentido, Peter Harris não é um escritor de thrillers. As únicas cenas razoáveis são as transcorridas no passado, especialmente quando o doge aparece. Mesmo assim, elas não são boas o suficiente para salvar a história de um naufrágio vergonhoso.

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