segunda-feira, outubro 06, 2008

O PODEROSO CHEFÃO, de Mario Puzo

O submundo da Máfia e o talento literário de Mario Puzo ganharam notoriedade com a publicação de O PODEROSO CHEFÃO. Nele, Puzo nos brinda com um dos personagens mais célebres da literatura: o mafioso Don Corleone.

MÁFIA 1900: uma pequena irmandade secreta na Sicília. MÁFIA 1950: uma sociedade em famílias, com o controle total do crime organizado nos Estados Unidos. Entre o começo e o fim, um longo rastro de sangue. Um homem participou de tudo, viu crescer esse império de crime e violência, tornando-se seu capo dei capi, o mandante da morte. Seu nome: Don Vito Corleone.

Publicado em 1969, O PODEROSO CHEFÃO é a mais perfeita reconstituição da Cosa Nostra, a Máfia americana, e do mundo alucinante criado por cinco famílias de mafiosi em guerra em Nova York, sendo a mais influente a chefiada por Don Vito Corleone. Apesar de implacável, Don Vito é, essencialmente, um homem justo. Padrinho benevolente, ele nada recusa aos seus afilhados: conselhos, dinheiro, vingança e até mesmo a morte de alguém. Em troca, o poderoso chefão pede apenas o respeito e a amizade de seus protegidos.

Mas ninguém pode vencer as trapaças da idade. Quando seus inimigos atacarem juntos e tudo o que a família Corleone significa estiver por um fio, o velho Corleone terá de escolher, entre seus filhos, um sucessor à altura para manter o nome e o poder da família num mundo cada vez mais violento de intrigas, traições e decisões cruéis.

Livro: O PODEROSO CHEFÃO
Autor: MARIO PUZO
Editora: Edições BestBolso (Grupo Record)
1ª Edição (2007)
Páginas: 658
ISBN: 9788577990191


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre O PODEROSO CHEFÃO:

Gisele Letras: O poderoso chefão, o livro, é um dos maiores clássicos da ficção popular e Don Corleone um dos personagens mais maravilhosos que eu já vi numa obra literária. A complexidade desse personagem, por um lado bondoso e generoso e por outro um líder mafioso prepotente e implacável, é emocionante. Mario Puzo estava inspiradíssimo quando criou Don Corleone. Só por causa dele, Puzo já ganhou seu lugar na posteridade.

Martina Memory: Confesso que o que mais me fascina na série de O poderoso chefão, é a ênfase que Mario Puzo dá na instituição "família", que para mim é a coisa mais sagrada que existe. Apesar de ser um gângster, um assassino, que corrompe as pessoas com a sua generosidade e o seu paternalismo, Don Corleone ama a sua família, ama seus filhos, promove uma festança de casamento para a filha... Que mulher não queria ter um pai como Vito Corleone nesse momento da vida? A adaptação para o cinema também é o máximo. A escolha de Marlon Brando para o papel de Vito e de Al Pacino para o de Michael não poderia ser mais acertada. Puzo e Francis Ford Coppola são a prova de que o sangue italiano fez bem aos Estados Unidos.

Paty Faria: Já perdi a conta das vezes que reli esse livro e que revi a trilogia no vídeo. Devo ter sido uma das primeiras pessoas a comprar a caixa de DVDs com os três filmes quando eles saíram. Custou uma nota, mas valeu a peníssima. A trama desse primeiro livro é de comover o coração de qualquer um. A ligação que Vito Corleone tem com seus filhos e seus afilhados é muito linda. É uma relação de lealdade que não se vê muito hoje em dia, nesse mundo meio cínico onde a gente vive. Ainda bem que existe a literatura para preencher um pouco a vida da gente com coisas boas. Se não fosse a arte, a humanidade já teria se destruído.

Augusta Tietê: Noves fora a trama, que é fantástica e o protagonista, que é um espetáculo, o que eu gosto mesmo em O poderoso chefão é que o livro mostra como funciona o mundo da corrupção e do crime e ajuda a explicar muito do que acontece aqui no Brasil, com a polícia e a política. Don Corleone poderia ser comparado a um desses políticos coronelistas, que apadrinham aliados e lhes cobram lealdade. No final, estão todos com o rabo preso com o "padrinho" e quando estoura um escândalo político e um desses "poderosões" é acusado, ele leva um bando de gente pra lama com ele e depois acaba impune porque os que o absolveram também têm o rabo preso, nem que seja com outros "padrinhos". E a polícia de Nova York que leva dinheiro dos bookmakers... Bem, isso nem precisa comentar. O mundo do crime só sobrevive porque a polícia faz parte dele.

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Nota de Flavia Andrade: Quando falamos em Don Vito Corleone, logo vem a imagem de Marlon Brando e sua interpretação antológica do líder mafioso criado por Mario Puzo. A versão cinematográfica da trilogia de O poderoso chefão, dirigida por Francis Ford Coppola é uma das obras-primas do cinema americano de todos os tempos e consagrou mundialmente Don Corleone como um dos personagens mais apaixonantes da ficção moderna, por sua complexidade e suas contradições.

Mais de três décadas após ganharem o Oscar de Melhor Filme, os clássicos O poderoso chefão Parte I e O poderoso chefão: Parte II já podem ser novamente apreciados pelo público como foram originalmente idealizados, graças a uma meticulosa restauração da Paramount Pictures, supervisionada pelo próprio Francis Ford Coppola. Em 21 de julho de 2008, os dois filmes totalmente restaurados estrearam em DVD, junto com uma nova remasterização de O poderoso chefão: Parte III, na coleção O poderoso chefão: the Coppola restoration. As informações são da Livraria Saraiva, onde a trilogia está à venda. Para adquiri-la, é só clicar AQUI

segunda-feira, setembro 29, 2008

O LADRÃO DE ARTE, de Noah Charney

Noah Charney, uma das maiores autoridades do mundo em crimes contra a arte, constrói em O LADRÃO DE ARTE uma trama na qual três roubos são investigados simultaneamente em três cidades. Mas esses fatos isolados têm mais em comum do que se pode imaginar.

Em Roma, a polícia destaca o investigador de arte Gabriel Coffin para localizar uma obra de Caravaggio roubada de uma igreja. Em Paris, a curadora Geneviève Delacloche é surpreendida com o desaparecimento de uma famosa obra do russo Kasimir Malevitch e tem a colaboração do inspetor de polícia Jean-Jacques Bizot, que segue uma trilha de pistas bizarras que leva a uma desnorteante conspiração. Em Londres, Harry Wickedenden, da Scotland Yard, supervisiona as estratégias da equipe da National Gallery of Modern Art para reaver o resgate pago por uma pintura roubada. A recuperação do quadro o leva a se aprofundar em um mistério ainda maior.

Uma seqüência desconcertante de falsificações, pinturas dissimuladas com engenhosidade e traições desdobra-se à medida que a história avança em salas de leilões, museus, galerias européias exlusivas - e lugares secretos onde pinturas de valor incalculável tornam-se disponíveis a colecionadores que não se deterão diante de nada para satisfazer seus desejos.

Livro: O LADRÃO DE ARTE
Autor: NOAH CHARNEY
Editora: Intrínseca
1ª Edição (2008)
Páginas: 320
ISBN: 9788598078311


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre O LADRÃO DE ARTE:

Beta Langdon: Achei esse livro chato (muito chato!!!) e pedante (muito pedante!!!). A gente percebe de cara que é o primeiro livro de um autor pretensioso e cru. Noah Charney pode ser "a maior autoridade do mundo em crimes contra a arte", como afima o marketing dele, mas não é um bom escritor de romances e muito menos de thrillers.

H. Ester: Foi duro chegar ao final desse livro. Totalmente amadorístico e sem tempero. Os personagens são mal construídos e o leitor fica sem ter por quem torcer. Há algumas tentativas, todas fracassadas, de humor, que ainda pioram a situação. A trama, com excesso de núcleos, é confusa e em alguns momentos, fica a impressão de que o autor estava mais preocupado em falar dos bastidores do mundo da arte, de como os ladrões e falsários atuam e, principalmente, mostrar o seu imenso conhecimento sobre o assunto, do que em criar uma história envolvente.

Léo Bloom: A trama de O ladrão de arte começa muito bem, em Roma, mas vai perdendo fôlego, até que, no meio, já não tem a menor graça. Fizeram muita espuma para pouco sabão na época do lançamento, mas o resultado foi decepcionante. Mas, pelo menos, o livro serve para esclarecer alguns detalhes sobre o mundo dos ladrões de arte. Embora uma obra de não-ficção funcionasse bem melhor nesse caso.

Bentinha Escobar: Um livro bem escrito, interessante, revelador, mas que não é nem um centésimo do que a imprensa andou dizendo por aí. Me senti enganada pela mídia. A dupla de detetives franceses é ridícula, nenhum personagem tem um pingo de carisma e o Gabriel Coffin, que o autor pretendia que fosse uma das estrelas da história, é completamente patético. Mas as duas coisas mais irritantes nesse livro são os diálogos em língua estrangeira (quem não fala francês ou italiano se ferra) e os monólogos intermináveis de alguns personagens quando conversam ao telefone, sem que se ouça (leia) a voz do interlocutor. A intenção de Noah Charney talvez tenha sido a de inovar, mas tudo o que ele conseguiu foi piorar um livro já suficientemente decepcionante. Foi pena, porque o tema prometia e nas mãos de um Ken Follett da vida daria uma grande história.

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Nota de Flavia Andrade: O ladrão de arte foi lançado também em Portugal, pela Civilização Editora, que, num bem bolado lance de marketing, criou um hotsite muito bonito para o livro. Como a Editora Intrínseca não fez o mesmo por aqui e o site é em português, os leitores brasileiros também podem usufruir dele e usá-lo para ter uma idéia do livro antes de comprá-lo. É só clicar AQUI

segunda-feira, setembro 22, 2008

UM ASSASSINO ENTRE NÓS, de Ruth Rendell

Em um dos seus mais célebres romances, Ruth Rendell subverte todas as regras do gênero policial, prende o leitor do início ao fim e mostra por que é um dos grandes nomes da literatura de suspense e mistério da atualidade.

No interior da Inglaterra, na cidadezinha de Greeving, vive a respeitável e socialmente privilegiada família Coverdale: o casal George e Jacqueline, a estudante universitária Melinda e o adolescente Giles. Nada sugere que algo possa vir a macular sua existência, harmônica e feliz. Porém, George é tão apaixonado pela esposa que não suporta vê-la fazer sozinha todo o trabalho de casa. Assim, Eunice Parchman – uma total estranha – entra na vida dos Coverdales como empregada doméstica. Ela é soturna, esquisista, por vezes até mesmo indelicada. Mas ningém diria que ela seria capaz de fazer o que fez.

Com mais de 60 títulos publicados, milhões de livros vendidos em todo o mundo e dezenas de adaptações realizadas para o cinema e a televisão, Ruth Rendell é considerada a sucessora de Agatha Christie como Rainha do Crime. Sua obra ficcional é dividida em três tipos principais: histórias policiais com Wexford, histórias de um suspense sombrio e os livros que começou a publicar na década de 1980 sob o pseudônimo de Barbara Vine.

Livro: UM ASSASSINO ENTRE NÓS
Autor: RUTH RENDELL
Editora: L&PM Pocket
1ª Edição (2007)
Páginas: 199
ISBN: 9788525416445


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre UM ASSASSINO ENTRE NÓS:

London Hilton: Esse é um livro assustador. Comecei a leitura num domingo depois do almoço e só consegui largar de madrugada. Esqueci até o jantar. A frieza de Eunice Parchman e seu passado condenável são coisas assombrosas. Ruth Rendell estava superinspirada quando escreveu esse livro.

Agente 1986: Eu fico me perguntando de onde Ruth Rendell tira as idéias para esses livros, porque Um assassino entre nós é um suspense fenomenal. Até hoje não li nada parecido com ele. Pode ser até que exista, mas não li. A indiferença de Eunice em relação a tudo, menos à televisão, e sua maneira de agir meio ríspida, meio gélida, chegou a me dar nos nervos.

Mrs. "M": Uma família unida e feliz que recebe em sua casa uma empregada misteriosa e sombria que traz consigo a desgraça. Um enredo que poderia sair totalmente banal, se não fosse o talento de Ruth Rendell para fazer do livro uma grande história de suspense. Sempre gostei dessa escritora e foi uma experiência incrível ler Um assassino entre nós. Uma narrativa de suspense e tensão diferente.

W@L: Ficou até parecendo que Ruth Rendell estava em campanha para desencorajar as pessoas a contratar empregadas domésticas. Ela retrata com perfeição e sem exageros a realidade de um vilarejo no interior da Inglaterra e o contraste entre o mundo aristocrático dos Coverdales e a vidinha tediosa da região. Eunice Parchman, "a cara de pergaminho de cabelo de gato malhado" é uma personagem repugnante, mas às vezes a gente se vê torcendo por ela, pelo menos na primeira parte do livro, como nas cenas em que ela fica na maior saia-justa por ser analfabeta, fato que esconde de todos. Aliás, mais do que ser analfabeta, Eunice se sente ameaçada pelas palavras impressas e da forma como isso é apresentado no livro, a história fica ainda mais lúgubre.

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Nota de Flavia Andrade: Ruth Rendell, considerada a nova rainha do crime, herdeira da coroa e do cetro de Agatha Christie, é uma das mais brilhantes escritoras policiais da atualidade. Recebeu vários prêmios, e o título de Baronesa Rendell of Babergh. Assim como a Mary Higgins Clark, citada aqui há duas semanas, Rendell se dedica muito mais à literatura policial. Se o Textos & Thrillers fosse um blog mais focado nos policiais, ela seria uma das presenças mais assíduas, com certeza. Mas fica aqui a nossa homenagem a ela e à sua obra, cujo reconhecimento é justo e merecido. Para quem não conhece os livros de Ruth Rendell, Um assassino entre nós é uma ótima sugestão de primeira leitura. E quem quiser conhecer mais o trabalho dela, pode consultar a Wikipedia clicando AQUI

segunda-feira, setembro 15, 2008

CONTROLE TOTAL, de David Baldacci

Em CONTROLE TOTAL, nada é óbvio, nada é previsível. David Baldacci criou um livro perfeito para os fãs de um bom romance de suspense.

A jovem advogada Sidney Archer vivia uma vida de sonhos ao lado de seu marido, Jason, alto executivo de uma grande empresa líder mundial em tecnologia, e de sua filha. Até que um acidente aéreo envolvendo Jason lança Sydney num turbulento redemoinho, onde verdades e mentiras se misturam. Uma história cheia de manobras, traições, intrigas e segredos, que traz de volta o escritor David Baldacci, confirmando seu talento em doses crescentes de suspense.

Ao saber do acidente, Sidney descobre que o marido não estava no avião, que tinha em sua lista de passageiros o presidente do Tesouro americano — um dos homens mais importantes dos Estados Unidos. Jason possivelmente estaria vendendo segredos industriais para um competidor. O FBI entra na investigação e tenta descobrir se há ligações entre o espião e a sabotagem aérea. A partir deste momento, Sidney passa a ser vista como suspeita e começam as perseguições. A ação é rápida, cada cena leva a outra mais intrigante.

Livro: CONTROLE TOTAL
Autor: DAVID BALDACCI
Editora: Rocco
1ª Edição (1998)
Páginas: 560
ISBN: 9788532508621


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre CONTROLE TOTAL:

Macabéio: A cena do acidente de avião vista de dentro foi de tirar o fôlego. David Baldacci descreveu com minúcia e na medida certa o pânico dos passageiros e o caos que se instala dentro de uma aeronave durante uma queda. Só um escritor muito talentoso para fazer isso, já que ele não viveu a situação para reproduzi-la na ficção com tanta carga de veracidade. Só por essa cena, Baldacci ganhou meu respeito. Mas fiquei uns bons três anos com um frio no estômago na hora de voar. Sempre que o avião decolava, só pensava nesse livro.

Augusta Tietê: Adoro os primeiros thrillers do David Baldacci, principalmente este Controle total. Baldacci soube armar muito bem uma história envolvendo espionagem empresarial, conflitos familiares e muita tensão, tudo bem encaixado na realidade. Nada no livro soa inverossímil, começando pelo casal de protagonistas, Sidney (é uma mulher, viu, gente?) e Jason. Baldacci faz com que a gente sofra junto com ela quando o marido some e ficamos à mercê da sua sorte durante todo o resto do livro. Ela é a grande heroína.

Eça de Assis: Jason Archer é um homem de moral dúbia, mas isso não lhe tira o brilho como um dos protagonistas de Controle total. Até acredito que lhe dê um aspecto ainda mais humano. Ele é imperfeito como qualquer um de nós. Mas o personagem que me agradou mesmo foi o agente Sawyer, com sua ética, seus conflitos internos e sua firmeza. O bom neste livro é que nenhum personagem é totalmente esquemático e isso ajuda muito no bom andamento da trama.

Paty Faria: Um thriller de primeiríssima. O autor mostra com uma intimidade incrível como funciona o mundo das empresas de alta tecnologia e do agressivo mundo corporativo que as cerca. O livro foi escrito no fim dos anos 90 e a tecnologia mudou demais de lá para cá, mas ainda hoje um leigo que não trabalhe no CERN ou no Vale do Silício vai se impressionar com os detalhes de informática narrados por David Baldacci. Mas a melhor cena do livro é a fuga simples, porém espetacular de Jason Archer logo no começo, no aeroporto de Washington. E a narração do desatre aéreo é também de arrepiar, embora não seja lá muito agradável de ler, ainda mais para quem viaja muito de avião em tempos de caos aéreo.

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segunda-feira, setembro 08, 2008

DANÇANDO NO ESCURO, de Mary Jane Clark

A bestseller Mary Jane Clark surpreende em seu novíssimo e assustador romance sobre uma cidade onde garotas estão estranhamente desaparecendo. Uma pacata comunidade litorânea está aterrorizada, e uma jornalista precisa descobrir a verdade para proteger sua família.

Tentando aliar trabalho e diversão, a correspondente da KEY News Diane Mayfield levou os filhos e a irmã à cidade de Ocean Grove, na costa de Nova Jersey, para investigar uma história sobre "garotas que inventam mentiras" para a nova temporada do Hourglass, o noticiário com o maior ibope da televisão. Diane consegue uma entrevista exclusiva com uma jovem problemática, cuja história sobre ter sido seqüestrada e mantida em cativeiro durante três assustadores dias não convencera as autoridades. Pouco depois de Diane ter terminado de gravar a matéria, uma segunda garota desaparece.

A pequena comunidade, já sofrendo com uma terrível onda de calor, é tomada pelo medo e pelo terror. Ninguém sabe quem poderá ser a próxima. Tendo apenas a primeira vítima como testemunha, Diane e a polícia recorrem a ela para conseguir pistas. Mas pode ser tarde demais para salvar Diane e seus entes queridos do perigo mortal que assombra Ocean Grove. Repleto de reviravoltas e muito perigo, DANÇANDO NO ESCURO é uma fascinante história de suspense que tem o litoral como cenário.

Livro: DANÇANDO NO ESCURO
Autor: MARY JANE CLARK
Editora: Bertrand Brasil
1ª Edição (2007)
Páginas: 308
ISBN: 9788528612714


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre DANÇANDO NO ESCURO:

Bentinha Escobar: Uma das coisas que eu mais gosto nos romances de Mary Jane Clark é a agilidade. Ela consegue dizer muito em poucas linhas, tem uma capacidade de concisão impressionante. O suspense em Dançando no escuro é forte, mas não agressivo e chega um momento em que o leitor pensa que todo mundo na história é inocente, embora ele saiba que tem um criminoso. Mary Jane criou uma literatura com luz própria, diferente da de Mary Higgins e isso é um mérito a mais para ela.

H. Ester: O livro tem uma atmosfera incômoda, aumentada ainda mais pelo calor sufocante de Ocean Grove que a gente, em pleno inverno brasileiro, consegue sentir lendo o livro, por mais frio que esteja lá fora. Um dos grande enigmas da trama é saber por que um maníaco seqüestra meninas anoréxicas apenas para dançar com elas. No escuro. A obsessão das garotas jovens pela magreza é bem explorada, sem atrapalhar o ritmo do livro. E o cenário é muito bem reproduzido. Bravos à adorada Mary Jane Clark.

Beta Langdon: Adorei tudo neste livro. Mary Jane Clark nunca me decepciona. O cenário, os personagens, os bastidores da já familiar KEY News, a psicologia da trama, tudo faz com que a gente esqueça da vida e se concentre só no livro. O caso das garotas obsecadas pela magreza e mal assistidas por profissionais incompetentes é muito comum na vida real. Eu mesma conheci uns dois doutores Owen Messinger que só ajudaram a afundar mais seus pacientes. A única coisa que eu não entendi direito foi: por que as prisoneiras eram obrigadas a dançar no cativeiro? Por que elas não ficavam apenas presas? Acho que perdi a parte que explicava isso ou então a dança era apenas uma justificativa para dar uma dramaticidade maior aos seqüestros, sei lá...

Léo Bloom: Não é à toa que Mary Jane Clark está no cabeçalho desse blog. Ela é fantástica. Conseguiu criar uma protagonista, Diane Mayfield que, como a autora, trabalha numa emissora de TV, mas sem se colocar demais no lugar dela. Enquanto a trama de Dançando no escuro avança, Mary Jane aborda de forma leve várias questões: a relação de Diane com dois filhos adolescentes, a quem tem que sustentar depois que o marido foi preso. A relação terna e realista dela com o marido. A capacidade de perdoá-lo sem esquecer o que fez. O caso das garotas anoréxicas e com tendências de de automutilar. Lógico que o livro não podia ir mais fundo nesses temas porque iria atrapalhar o andamento da trama, que é um thriller e não um tratado sobre problemas sociais e familiares. Mas foi bom ler um thriller que falasse de questões sensíveis ao nosso dia-a-dia, ainda mais para quem tem filhos como eu e se preocupa com eles nesse mundo em que vivemos.

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Nota de Flavia Andrade: Muitos de nós, aqui no grupo, pensávamos que Mary Jane Clark fosse filha da escritora policial americana Mary Higgins Clark. Mas acabamos descobrindo que ela, na verdade, foi casada com um filho de Mary Higgins. Uma prova de que sogra e nora podem se dar muito melhor do que as pessoas pensam. Como Mary Higgins Clark é uma autora de perfil mais policial, seus livros não serão presença tão assídua neste blog como a gente gostaria, mas não custa dar uma olhadinha na obra dela, que é fantástica, acessando o próprio site da escritora na internet, clicando AQUI

segunda-feira, setembro 01, 2008

120 HORAS, de Luis Eduardo Matta

Intriga internacional, drama, amor, poder, traição e mistério estão na base deste arrepiante thriller de ação e suspense.

Oriente Médio, 1998. Aurélio Marcondes Amorim, um cientista brasileiro de alto escalão, é friamente assassinado depois de anos trabalhando no obscuro programa nuclear da Síria. Seu desaparecimento é uma etapa fundamental para a consolidação de uma meta: dotar a Síria da bomba de hidrogênio, a mais poderosa e mortífera arma jamais concebida pelo homem.

Na esteira da morte de Aurélio, algumas coisas começam a acontecer. No Rio de Janeiro, seu irmão, Horácio, aflito com o seu súbito silêncio, toma a decisão dramática de deixar o Brasil para localizá-lo a qualquer custo. Auxiliado pelo grande amigo Gabriel Karam, ele se lança numa busca frenética, que trará revelações inquietantes. Em Beirute, Randa Nohra, uma badalada estilista da alta sociedade libanesa, vê sua vida sofrer uma reviravolta, depois que o marido Fauzi, colega de Aurélio no programa nuclear, desaparece sem dar explicações. E quando um helicóptero é seqüestrado e uma carta misteriosa contendo um poema macabro anuncia um monumental ataque radioativo em plena Semana Santa católica, uma sucessão de crimes e acontecimentos perturbadores é deflagrada e tem início uma corrida desesperada contra o tempo, cujas conseqüências são imprevisíveis.

Ambientado em cenários tão diversos quanto o mundo glamouroso da alta-costura e os bastidores do tráfico internacional de armas, 120 HORAS é o relato assustador e quase real de uma conspiração diabólica que arrasta homens e mulheres comuns para um labirinto de situações insólitas e nebulosas. Um surpreendente thriller brasileiro à altura dos melhores já produzidos no gênero, cuja trama ágil e envolvente, de suspense incessante e ação de parar o coração, prenderá a atenção do leitor da primeira à última página.

Livro: 120 HORAS
Autor: LUIS EDUARDO MATTA
Editora: Planeta
1ª Edição (2005)
Páginas: 437
ISBN: 9788576651086


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre 120 HORAS:

Martina Memory: Luiz Eduardo Matta está conseguindo fazer o que outros escritores tentaram e não conseguiram: criar um thriller convincente e de qualidade, com todas as características de um autêntico thriller, mas com uma alma bem brasileira, bem latina. 120 horas não tenta imitar os escritores americanos e ingleses, é um thriller bra-si-lei-ro, originalíssimo. Comparar Matta a escritores como Frederick Forsyth, coisa que andaram fazendo por aí, é besteira, porque eles não têm tanto assim a ver.

Léo Bloom: Descobrir o mundo além do nosso umbigo brasileiro e fora da nossa obsessão com os Estados Unidos, mas sem negar o Brasil. Se o trabalho de Luis Eduardo Matta tem uma proposta, deve ser essa. Misturar brasileiros e pessoas de outros países num enredo de suspense e ação que é nacional e internacional ao mesmo tempo. E mostrar aos leitores coisas que a gente não está acostumado a ver, como o mundo sofisticado da moda num país como o Líbano e os pormenores de como funciona o mercado negro de material nuclear.

W@L: A galeria de personagens é tão rica, que a gente passa a pensar neles como se fossem de verdade. Li esse livro há uns dois anos e até hoje os personagens não saem da minha cabeça. Aurélio, Evelyn, Horácio e Nilza são alguns que mereciam ser mais bem estudados. São contraditórios, humanos, apaixonantes... Apesar da trama tensa de suspense e intrigas, 120 horas é um thriller onde as pessoas são o elemento principal. Só acho que Matta podia ter sido um pouquinho mais econômico nas descrições dos lugares.

London Hilton: A trama é superbem armada e vai captando a atenção aos poucos até que, de repente, o livro dispara num ritmo alucinante. Existe um clima de mistério pesado que vai num crescendo. Os personagens são um deleite. Embora ardilosa e sem escrúpulos, a personagem Evelyn Wakim me deixou fascinada. Ela é uma espécie de Margaret Thatcher árabe, durona, poderosérrima e toda classuda. Lendo os diálogos dela, parecia que eu estava ouvindo a Thatcher falando da Guerra das Malvinas. A história é escrita numa estrutura meio que de novela, com subtramas paralelas. Se fosse um livro americano, já teria virado um bom filme blockbuster.

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Nota de Flavia Andrade: A Evelyn Wakim lembra mesmo a Margaret Thatcher, como a "London Hilton" (pseudônimo da Bia) frisou muito bem. Minha ficha caiu só depois que ela comentou comigo (a Bia, não a Thatcher). Uma Thatcher mais velha e de cabelos e olhos negros. Vários vídeos na internet mostram a "dama de ferro" britânica falando sobre a Guerra das Malvinas. Para fazer uma comparação entre ela e a vilã quase imperial de 120 HORAS, uma sugestão é clicar AQUI

segunda-feira, agosto 25, 2008

O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO, de John Le Carré

Nos seus lances dramáticos, na qualidade superior do seu suspense e nas suas análises dos motivos humanos, O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO é um dos romances de espionagem mais sérios, mais profundos e mais empolgantes já escritos.

Alec Leamas era um espião britânico na Berlim soviética, que terminou nessa incerta terra-de-ninguém da espionagem, onde a vida humana perde qualquer importância e a realidade se torna fluida como se o foco de tudo ficasse ausente. Antes de passar por essa treva, teve de sair do frio, do universo polar onde caíra depois de ter visto todos os seus agentes dizimados um por um, de assistir à destruição sistemática da sua rede e de voltar para Londres sozinho, esvaziado, acabrunhado, liquidado.

Mas era impossível abandonar as fileiras da sua guerra, e ele teve de voltar ao combate e sujeitar-se de novo ao fogo cruzado das mentiras, dos enganos, das traições. Dessa confusão sórdida e crepuscular, surgiu miraculosamente uma luz de ternura e de esperança. E o espião mais endurecido tem às vezes necessidades de um contato humano, de um calor de simpatia, e amor, ainda que isso o arrisque ao fogo das metralhadoras.
De Leamas, o espião veterano, a Liz, a comunista ingênua; de Mundt, a figura sinistra e complexa do adversário, a Control, figura não menos complexa do lado britânico, em O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO há toda uma galeria de tipos e situações, que levarão o leitor numa só intensidade de emoção e de interesse da primeira à última página.

Livro: O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO
Autor: JOHN LE CARRÉ
Editora: Record
7ª Edição (2003)
Páginas: 223
ISBN: 9788501001757


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO:

Paty Faria: Quem diz que a Guerra Fria não deixou saudades, é porque nunca leu romances de espionagem. Para esse gênero ela faz muita falta. Aquele mistério que existia em torno do "outro lado" do Muro de Berlim e da Cortina de Ferro era de arrepiar. Não existe nada hoje que se compare. Quem sabe agora com a Rússia se armando de novo e colocando as garras de fora a gente não tenha um revival desse clima sombrio na literatura? E com John Le Carré e Frederick Forsyth vivos e em forma, teríamos garantias de que alguns bons thrillers seriam escritos.

Augusta Tietê: Esse livro é fascinante. Quando o li, fiquei imaginando as pessoas nos anos 60, quando não havia o acesso á informação que há hoje, descobrindo nesse livro o lado de lá do muro, como era a política e o mundo na Alemanha Oriental. Mais do que um romance, O espião que saiu do frio é o documento de uma época e as pessoas irão lê-lo daqui a duzentos anos para saber como foi a Guerra Fria.

Mrs. "M": Não é um livro emocionante, um thriller "strictu sensu" como os que se publicam hoje. Mas a trama é muito bem bolada. Verdadeiro clássico da espionagem, como as histórias inesquecíveis de Graham Greene.

Bentinha Escobar: Leamas é um dos grandes heróis da literatura de espionagem. Um personagem que tinha tudo para ser repulsivo, mas que o talento de John Le Carré soube humanizar e aprimorar. A história é uma aula sobre o submundo da espionagem nos anos 60.

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Nota de Flavia Andrade: O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO ganhou uma antológica adaptação cinematográfica em 1965, dirigida por Martin Ritt e com Richard Burton no papel de Leamas. Maiores informações sobre o filme você encontra AQUI e se quiser adquirir o DVD (em inglês) na Livraria Cultura, clique AQUI

segunda-feira, agosto 18, 2008

A IDENTIDADE BOURNE, de Robert Ludlum

Neste que é, talvez, o seu mais profundo e bem resolvido romance, Robert Ludlum criou um homem em conflito com forças para além da sua compreensão.

Quem lê as primeiras páginas de A IDENTIDADE BOURNE não tem como resistir à trama costurada por Robert Ludlum, o mestre dos romances de espionagem. O autor prende o leitor desde as primeiras linhas pela tensão máxima, em seqüências de ação cheias de perigo e velocidade. Depois de ser encontrado quase sem vida na costa francesa, um homem com amnésia busca descobrir quem ele é. Ele não se lembra nem mesmo de seu nome, mas, com a ajuda de um médico bêbado e solitário, começa a desvendar o mistério de seu passado.

As pistas vão surgindo em conta-gotas, mas cada uma delas, em vez de apontar numa direção, abre novos e amplos leques de possibilidades. Seria Bourne um frio assassino internacional, rival de Carlos, o Chacal, e correndo risco de morte?

Como um grande quebra-cabeça, o homem sem nome luta para descobrir sua identidade. Para seu próprio espanto, ele descobre que é um mestre nas artes marciais, fala diferentes línguas e é capaz de roubar e de matar se for preciso. Para encontrar a verdade, viaja por Marselha, Zurique, Washington e Paris, sempre cercado de crimes misteriosos e brutais.

Livro: A IDENTIDADE BOURNE
Autor: ROBERT LUDLUM
Editora: Rocco
1ª Edição (2000)
Páginas: 510
ISBN: 9788532511072


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre A IDENTIDADE BOURNE:

H. Ester: O livro é fantástico. Dá pra sentir a agonia do personagem sem memória, fugindo de inimigos que ele não sabe quais são. O ruim foi assistir Matt Damon fazendo o papel do Bourne no filme. Nada a ver...

Martina Memory: Tenso e eletrizante. Um verdadeiro thriller. Robert Ludlum num dos seus momentos de melhor forma.

Beta Langdon: Gostei muito, de verdade. Mas a narrativa poderia ser um pouco mais enxuta e menos confusa. Tem horas que a gente se perde. E a velocidade do livro não dá muita brecha para a gente voltar umas páginas e ler de novo porque o que se quer é ir para frente sempre.

Eça de Assis: As cenas em Paris, para mim, foram as melhores. Achei genial o lance da boutique no Faubourg Saint-Honoré. Quem poderia suspeitar?

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Nota de Flavia Andrade: A IDENTIDADE BOURNE foi lançado duas vezes no cinema. Na primeira, em 1988, Jason Bourne foi vivido por Richard Chamberlain, e na segunda, em 2002, por Matt Damon. Os DVDs de ambos os filmes estão disponíveis na Livraria Saraiva, e podem ser encontrados respectivamente AQUI e AQUI