segunda-feira, setembro 15, 2008

CONTROLE TOTAL, de David Baldacci

Em CONTROLE TOTAL, nada é óbvio, nada é previsível. David Baldacci criou um livro perfeito para os fãs de um bom romance de suspense.

A jovem advogada Sidney Archer vivia uma vida de sonhos ao lado de seu marido, Jason, alto executivo de uma grande empresa líder mundial em tecnologia, e de sua filha. Até que um acidente aéreo envolvendo Jason lança Sydney num turbulento redemoinho, onde verdades e mentiras se misturam. Uma história cheia de manobras, traições, intrigas e segredos, que traz de volta o escritor David Baldacci, confirmando seu talento em doses crescentes de suspense.

Ao saber do acidente, Sidney descobre que o marido não estava no avião, que tinha em sua lista de passageiros o presidente do Tesouro americano — um dos homens mais importantes dos Estados Unidos. Jason possivelmente estaria vendendo segredos industriais para um competidor. O FBI entra na investigação e tenta descobrir se há ligações entre o espião e a sabotagem aérea. A partir deste momento, Sidney passa a ser vista como suspeita e começam as perseguições. A ação é rápida, cada cena leva a outra mais intrigante.

Livro: CONTROLE TOTAL
Autor: DAVID BALDACCI
Editora: Rocco
1ª Edição (1998)
Páginas: 560
ISBN: 9788532508621


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre CONTROLE TOTAL:

Macabéio: A cena do acidente de avião vista de dentro foi de tirar o fôlego. David Baldacci descreveu com minúcia e na medida certa o pânico dos passageiros e o caos que se instala dentro de uma aeronave durante uma queda. Só um escritor muito talentoso para fazer isso, já que ele não viveu a situação para reproduzi-la na ficção com tanta carga de veracidade. Só por essa cena, Baldacci ganhou meu respeito. Mas fiquei uns bons três anos com um frio no estômago na hora de voar. Sempre que o avião decolava, só pensava nesse livro.

Augusta Tietê: Adoro os primeiros thrillers do David Baldacci, principalmente este Controle total. Baldacci soube armar muito bem uma história envolvendo espionagem empresarial, conflitos familiares e muita tensão, tudo bem encaixado na realidade. Nada no livro soa inverossímil, começando pelo casal de protagonistas, Sidney (é uma mulher, viu, gente?) e Jason. Baldacci faz com que a gente sofra junto com ela quando o marido some e ficamos à mercê da sua sorte durante todo o resto do livro. Ela é a grande heroína.

Eça de Assis: Jason Archer é um homem de moral dúbia, mas isso não lhe tira o brilho como um dos protagonistas de Controle total. Até acredito que lhe dê um aspecto ainda mais humano. Ele é imperfeito como qualquer um de nós. Mas o personagem que me agradou mesmo foi o agente Sawyer, com sua ética, seus conflitos internos e sua firmeza. O bom neste livro é que nenhum personagem é totalmente esquemático e isso ajuda muito no bom andamento da trama.

Paty Faria: Um thriller de primeiríssima. O autor mostra com uma intimidade incrível como funciona o mundo das empresas de alta tecnologia e do agressivo mundo corporativo que as cerca. O livro foi escrito no fim dos anos 90 e a tecnologia mudou demais de lá para cá, mas ainda hoje um leigo que não trabalhe no CERN ou no Vale do Silício vai se impressionar com os detalhes de informática narrados por David Baldacci. Mas a melhor cena do livro é a fuga simples, porém espetacular de Jason Archer logo no começo, no aeroporto de Washington. E a narração do desatre aéreo é também de arrepiar, embora não seja lá muito agradável de ler, ainda mais para quem viaja muito de avião em tempos de caos aéreo.

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segunda-feira, setembro 08, 2008

DANÇANDO NO ESCURO, de Mary Jane Clark

A bestseller Mary Jane Clark surpreende em seu novíssimo e assustador romance sobre uma cidade onde garotas estão estranhamente desaparecendo. Uma pacata comunidade litorânea está aterrorizada, e uma jornalista precisa descobrir a verdade para proteger sua família.

Tentando aliar trabalho e diversão, a correspondente da KEY News Diane Mayfield levou os filhos e a irmã à cidade de Ocean Grove, na costa de Nova Jersey, para investigar uma história sobre "garotas que inventam mentiras" para a nova temporada do Hourglass, o noticiário com o maior ibope da televisão. Diane consegue uma entrevista exclusiva com uma jovem problemática, cuja história sobre ter sido seqüestrada e mantida em cativeiro durante três assustadores dias não convencera as autoridades. Pouco depois de Diane ter terminado de gravar a matéria, uma segunda garota desaparece.

A pequena comunidade, já sofrendo com uma terrível onda de calor, é tomada pelo medo e pelo terror. Ninguém sabe quem poderá ser a próxima. Tendo apenas a primeira vítima como testemunha, Diane e a polícia recorrem a ela para conseguir pistas. Mas pode ser tarde demais para salvar Diane e seus entes queridos do perigo mortal que assombra Ocean Grove. Repleto de reviravoltas e muito perigo, DANÇANDO NO ESCURO é uma fascinante história de suspense que tem o litoral como cenário.

Livro: DANÇANDO NO ESCURO
Autor: MARY JANE CLARK
Editora: Bertrand Brasil
1ª Edição (2007)
Páginas: 308
ISBN: 9788528612714


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre DANÇANDO NO ESCURO:

Bentinha Escobar: Uma das coisas que eu mais gosto nos romances de Mary Jane Clark é a agilidade. Ela consegue dizer muito em poucas linhas, tem uma capacidade de concisão impressionante. O suspense em Dançando no escuro é forte, mas não agressivo e chega um momento em que o leitor pensa que todo mundo na história é inocente, embora ele saiba que tem um criminoso. Mary Jane criou uma literatura com luz própria, diferente da de Mary Higgins e isso é um mérito a mais para ela.

H. Ester: O livro tem uma atmosfera incômoda, aumentada ainda mais pelo calor sufocante de Ocean Grove que a gente, em pleno inverno brasileiro, consegue sentir lendo o livro, por mais frio que esteja lá fora. Um dos grande enigmas da trama é saber por que um maníaco seqüestra meninas anoréxicas apenas para dançar com elas. No escuro. A obsessão das garotas jovens pela magreza é bem explorada, sem atrapalhar o ritmo do livro. E o cenário é muito bem reproduzido. Bravos à adorada Mary Jane Clark.

Beta Langdon: Adorei tudo neste livro. Mary Jane Clark nunca me decepciona. O cenário, os personagens, os bastidores da já familiar KEY News, a psicologia da trama, tudo faz com que a gente esqueça da vida e se concentre só no livro. O caso das garotas obsecadas pela magreza e mal assistidas por profissionais incompetentes é muito comum na vida real. Eu mesma conheci uns dois doutores Owen Messinger que só ajudaram a afundar mais seus pacientes. A única coisa que eu não entendi direito foi: por que as prisoneiras eram obrigadas a dançar no cativeiro? Por que elas não ficavam apenas presas? Acho que perdi a parte que explicava isso ou então a dança era apenas uma justificativa para dar uma dramaticidade maior aos seqüestros, sei lá...

Léo Bloom: Não é à toa que Mary Jane Clark está no cabeçalho desse blog. Ela é fantástica. Conseguiu criar uma protagonista, Diane Mayfield que, como a autora, trabalha numa emissora de TV, mas sem se colocar demais no lugar dela. Enquanto a trama de Dançando no escuro avança, Mary Jane aborda de forma leve várias questões: a relação de Diane com dois filhos adolescentes, a quem tem que sustentar depois que o marido foi preso. A relação terna e realista dela com o marido. A capacidade de perdoá-lo sem esquecer o que fez. O caso das garotas anoréxicas e com tendências de de automutilar. Lógico que o livro não podia ir mais fundo nesses temas porque iria atrapalhar o andamento da trama, que é um thriller e não um tratado sobre problemas sociais e familiares. Mas foi bom ler um thriller que falasse de questões sensíveis ao nosso dia-a-dia, ainda mais para quem tem filhos como eu e se preocupa com eles nesse mundo em que vivemos.

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Nota de Flavia Andrade: Muitos de nós, aqui no grupo, pensávamos que Mary Jane Clark fosse filha da escritora policial americana Mary Higgins Clark. Mas acabamos descobrindo que ela, na verdade, foi casada com um filho de Mary Higgins. Uma prova de que sogra e nora podem se dar muito melhor do que as pessoas pensam. Como Mary Higgins Clark é uma autora de perfil mais policial, seus livros não serão presença tão assídua neste blog como a gente gostaria, mas não custa dar uma olhadinha na obra dela, que é fantástica, acessando o próprio site da escritora na internet, clicando AQUI

segunda-feira, setembro 01, 2008

120 HORAS, de Luis Eduardo Matta

Intriga internacional, drama, amor, poder, traição e mistério estão na base deste arrepiante thriller de ação e suspense.

Oriente Médio, 1998. Aurélio Marcondes Amorim, um cientista brasileiro de alto escalão, é friamente assassinado depois de anos trabalhando no obscuro programa nuclear da Síria. Seu desaparecimento é uma etapa fundamental para a consolidação de uma meta: dotar a Síria da bomba de hidrogênio, a mais poderosa e mortífera arma jamais concebida pelo homem.

Na esteira da morte de Aurélio, algumas coisas começam a acontecer. No Rio de Janeiro, seu irmão, Horácio, aflito com o seu súbito silêncio, toma a decisão dramática de deixar o Brasil para localizá-lo a qualquer custo. Auxiliado pelo grande amigo Gabriel Karam, ele se lança numa busca frenética, que trará revelações inquietantes. Em Beirute, Randa Nohra, uma badalada estilista da alta sociedade libanesa, vê sua vida sofrer uma reviravolta, depois que o marido Fauzi, colega de Aurélio no programa nuclear, desaparece sem dar explicações. E quando um helicóptero é seqüestrado e uma carta misteriosa contendo um poema macabro anuncia um monumental ataque radioativo em plena Semana Santa católica, uma sucessão de crimes e acontecimentos perturbadores é deflagrada e tem início uma corrida desesperada contra o tempo, cujas conseqüências são imprevisíveis.

Ambientado em cenários tão diversos quanto o mundo glamouroso da alta-costura e os bastidores do tráfico internacional de armas, 120 HORAS é o relato assustador e quase real de uma conspiração diabólica que arrasta homens e mulheres comuns para um labirinto de situações insólitas e nebulosas. Um surpreendente thriller brasileiro à altura dos melhores já produzidos no gênero, cuja trama ágil e envolvente, de suspense incessante e ação de parar o coração, prenderá a atenção do leitor da primeira à última página.

Livro: 120 HORAS
Autor: LUIS EDUARDO MATTA
Editora: Planeta
1ª Edição (2005)
Páginas: 437
ISBN: 9788576651086


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre 120 HORAS:

Martina Memory: Luiz Eduardo Matta está conseguindo fazer o que outros escritores tentaram e não conseguiram: criar um thriller convincente e de qualidade, com todas as características de um autêntico thriller, mas com uma alma bem brasileira, bem latina. 120 horas não tenta imitar os escritores americanos e ingleses, é um thriller bra-si-lei-ro, originalíssimo. Comparar Matta a escritores como Frederick Forsyth, coisa que andaram fazendo por aí, é besteira, porque eles não têm tanto assim a ver.

Léo Bloom: Descobrir o mundo além do nosso umbigo brasileiro e fora da nossa obsessão com os Estados Unidos, mas sem negar o Brasil. Se o trabalho de Luis Eduardo Matta tem uma proposta, deve ser essa. Misturar brasileiros e pessoas de outros países num enredo de suspense e ação que é nacional e internacional ao mesmo tempo. E mostrar aos leitores coisas que a gente não está acostumado a ver, como o mundo sofisticado da moda num país como o Líbano e os pormenores de como funciona o mercado negro de material nuclear.

W@L: A galeria de personagens é tão rica, que a gente passa a pensar neles como se fossem de verdade. Li esse livro há uns dois anos e até hoje os personagens não saem da minha cabeça. Aurélio, Evelyn, Horácio e Nilza são alguns que mereciam ser mais bem estudados. São contraditórios, humanos, apaixonantes... Apesar da trama tensa de suspense e intrigas, 120 horas é um thriller onde as pessoas são o elemento principal. Só acho que Matta podia ter sido um pouquinho mais econômico nas descrições dos lugares.

London Hilton: A trama é superbem armada e vai captando a atenção aos poucos até que, de repente, o livro dispara num ritmo alucinante. Existe um clima de mistério pesado que vai num crescendo. Os personagens são um deleite. Embora ardilosa e sem escrúpulos, a personagem Evelyn Wakim me deixou fascinada. Ela é uma espécie de Margaret Thatcher árabe, durona, poderosérrima e toda classuda. Lendo os diálogos dela, parecia que eu estava ouvindo a Thatcher falando da Guerra das Malvinas. A história é escrita numa estrutura meio que de novela, com subtramas paralelas. Se fosse um livro americano, já teria virado um bom filme blockbuster.

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Nota de Flavia Andrade: A Evelyn Wakim lembra mesmo a Margaret Thatcher, como a "London Hilton" (pseudônimo da Bia) frisou muito bem. Minha ficha caiu só depois que ela comentou comigo (a Bia, não a Thatcher). Uma Thatcher mais velha e de cabelos e olhos negros. Vários vídeos na internet mostram a "dama de ferro" britânica falando sobre a Guerra das Malvinas. Para fazer uma comparação entre ela e a vilã quase imperial de 120 HORAS, uma sugestão é clicar AQUI

segunda-feira, agosto 25, 2008

O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO, de John Le Carré

Nos seus lances dramáticos, na qualidade superior do seu suspense e nas suas análises dos motivos humanos, O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO é um dos romances de espionagem mais sérios, mais profundos e mais empolgantes já escritos.

Alec Leamas era um espião britânico na Berlim soviética, que terminou nessa incerta terra-de-ninguém da espionagem, onde a vida humana perde qualquer importância e a realidade se torna fluida como se o foco de tudo ficasse ausente. Antes de passar por essa treva, teve de sair do frio, do universo polar onde caíra depois de ter visto todos os seus agentes dizimados um por um, de assistir à destruição sistemática da sua rede e de voltar para Londres sozinho, esvaziado, acabrunhado, liquidado.

Mas era impossível abandonar as fileiras da sua guerra, e ele teve de voltar ao combate e sujeitar-se de novo ao fogo cruzado das mentiras, dos enganos, das traições. Dessa confusão sórdida e crepuscular, surgiu miraculosamente uma luz de ternura e de esperança. E o espião mais endurecido tem às vezes necessidades de um contato humano, de um calor de simpatia, e amor, ainda que isso o arrisque ao fogo das metralhadoras.
De Leamas, o espião veterano, a Liz, a comunista ingênua; de Mundt, a figura sinistra e complexa do adversário, a Control, figura não menos complexa do lado britânico, em O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO há toda uma galeria de tipos e situações, que levarão o leitor numa só intensidade de emoção e de interesse da primeira à última página.

Livro: O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO
Autor: JOHN LE CARRÉ
Editora: Record
7ª Edição (2003)
Páginas: 223
ISBN: 9788501001757


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO:

Paty Faria: Quem diz que a Guerra Fria não deixou saudades, é porque nunca leu romances de espionagem. Para esse gênero ela faz muita falta. Aquele mistério que existia em torno do "outro lado" do Muro de Berlim e da Cortina de Ferro era de arrepiar. Não existe nada hoje que se compare. Quem sabe agora com a Rússia se armando de novo e colocando as garras de fora a gente não tenha um revival desse clima sombrio na literatura? E com John Le Carré e Frederick Forsyth vivos e em forma, teríamos garantias de que alguns bons thrillers seriam escritos.

Augusta Tietê: Esse livro é fascinante. Quando o li, fiquei imaginando as pessoas nos anos 60, quando não havia o acesso á informação que há hoje, descobrindo nesse livro o lado de lá do muro, como era a política e o mundo na Alemanha Oriental. Mais do que um romance, O espião que saiu do frio é o documento de uma época e as pessoas irão lê-lo daqui a duzentos anos para saber como foi a Guerra Fria.

Mrs. "M": Não é um livro emocionante, um thriller "strictu sensu" como os que se publicam hoje. Mas a trama é muito bem bolada. Verdadeiro clássico da espionagem, como as histórias inesquecíveis de Graham Greene.

Bentinha Escobar: Leamas é um dos grandes heróis da literatura de espionagem. Um personagem que tinha tudo para ser repulsivo, mas que o talento de John Le Carré soube humanizar e aprimorar. A história é uma aula sobre o submundo da espionagem nos anos 60.

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Nota de Flavia Andrade: O ESPIÃO QUE SAIU DO FRIO ganhou uma antológica adaptação cinematográfica em 1965, dirigida por Martin Ritt e com Richard Burton no papel de Leamas. Maiores informações sobre o filme você encontra AQUI e se quiser adquirir o DVD (em inglês) na Livraria Cultura, clique AQUI

segunda-feira, agosto 18, 2008

A IDENTIDADE BOURNE, de Robert Ludlum

Neste que é, talvez, o seu mais profundo e bem resolvido romance, Robert Ludlum criou um homem em conflito com forças para além da sua compreensão.

Quem lê as primeiras páginas de A IDENTIDADE BOURNE não tem como resistir à trama costurada por Robert Ludlum, o mestre dos romances de espionagem. O autor prende o leitor desde as primeiras linhas pela tensão máxima, em seqüências de ação cheias de perigo e velocidade. Depois de ser encontrado quase sem vida na costa francesa, um homem com amnésia busca descobrir quem ele é. Ele não se lembra nem mesmo de seu nome, mas, com a ajuda de um médico bêbado e solitário, começa a desvendar o mistério de seu passado.

As pistas vão surgindo em conta-gotas, mas cada uma delas, em vez de apontar numa direção, abre novos e amplos leques de possibilidades. Seria Bourne um frio assassino internacional, rival de Carlos, o Chacal, e correndo risco de morte?

Como um grande quebra-cabeça, o homem sem nome luta para descobrir sua identidade. Para seu próprio espanto, ele descobre que é um mestre nas artes marciais, fala diferentes línguas e é capaz de roubar e de matar se for preciso. Para encontrar a verdade, viaja por Marselha, Zurique, Washington e Paris, sempre cercado de crimes misteriosos e brutais.

Livro: A IDENTIDADE BOURNE
Autor: ROBERT LUDLUM
Editora: Rocco
1ª Edição (2000)
Páginas: 510
ISBN: 9788532511072


Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre A IDENTIDADE BOURNE:

H. Ester: O livro é fantástico. Dá pra sentir a agonia do personagem sem memória, fugindo de inimigos que ele não sabe quais são. O ruim foi assistir Matt Damon fazendo o papel do Bourne no filme. Nada a ver...

Martina Memory: Tenso e eletrizante. Um verdadeiro thriller. Robert Ludlum num dos seus momentos de melhor forma.

Beta Langdon: Gostei muito, de verdade. Mas a narrativa poderia ser um pouco mais enxuta e menos confusa. Tem horas que a gente se perde. E a velocidade do livro não dá muita brecha para a gente voltar umas páginas e ler de novo porque o que se quer é ir para frente sempre.

Eça de Assis: As cenas em Paris, para mim, foram as melhores. Achei genial o lance da boutique no Faubourg Saint-Honoré. Quem poderia suspeitar?

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Nota de Flavia Andrade: A IDENTIDADE BOURNE foi lançado duas vezes no cinema. Na primeira, em 1988, Jason Bourne foi vivido por Richard Chamberlain, e na segunda, em 2002, por Matt Damon. Os DVDs de ambos os filmes estão disponíveis na Livraria Saraiva, e podem ser encontrados respectivamente AQUI e AQUI

segunda-feira, agosto 11, 2008

HISTÓRIA DE UM LOUCO, de John Katzenbach

Essa história aterrorizante e maravilhosamente tensa de John Katzenbach leva os leitores cada vez mais fundo em uma atmosfera arrepiante de terror, escuridão e sombras.

Há vinte anos, o Western State Hospital foi fechado. Francis Petrel mal tinha saído da adolescência quando sua família enviou-o para o manicômio, por conta de seu comportamento inconstante. Agora, na meia-idade, leva uma vida sem objetivos, eternamente medicado a fim de silenciar o coro de vozes em sua cabeça. Mas uma reunião na instituição fechada mexe em algo profundamente escondido na mente perturbada de Francis: as lembranças sombrias sobre o assassinato não esclarecido de uma jovem enfermeira, cujo cadáver mutilado foi descoberto em uma madrugada depois do apagar das luzes. Quem seria o assassino? Agora, assim como as lembranças de Francis há muito enterradas, o assassino ressurge, buscando vingança.

Em HISTÓRIA DE UM LOUCO, John Katzenbach apresenta uma história edificante sobre justiça, amizade, mistério e, acima de tudo, sobre a coragem de certos homens e mulheres que se levantam, independente das circunstâncias, para derrotar o mal, sem se importar com as conseqüências.

Livro: HISTÓRIA DE UM LOUCO
Autor: JOHN KATZENBACH
Editora: Novo Século
1ª Edição (2005)
Páginas: 480
ISBN: 9788576790389

Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre HISTÓRIA DE UM LOUCO:

W@L: Esse livro é assustador, de gelar os ossos. John Katzenbach penetra fundo na alma turbulenta de um doente mental e, quando vemos, estamos raciocinando como ele. E o suspense vai crescendo de uma forma que, de repente, a gente percebe que não dá mais para largar o livro.

London Hilton: Achei a história inverossímil. Uma promotora experiente jamais confiaria em dois internos de um manicômio para ajudá-la a investigar os crimes de um serial killer.

Eça de Assis: Bom, porém confuso. Não funcionou muito bem a tática do escritor de alternar os tempos presente e passado na narrativa. Então, se o leitor não prestar muita atenção em cada parágrafo, se perde e acaba tendo que voltar umas duas ou três páginas para retomar o fio da meada.

Agente 1986: John Katzenbach sabe direitinho como criar uma tensão psicológica opressiva. Em alguns momentos, o livro me lembrou o À espera de um milagre, do Stephen King, talvez pela natureza da ambientação. O do King se passa num presídio para os condenados ao corredor da morte num estado americano, e o do Katzenbach num manicômio. Ambos têm em comum aquela atmosfera pesada de prisão, onde não há esperança, nem alegria. O personagem Francis "C-Bird" é bem convincente e me identifiquei um pouco com ele, mesmo não sendo tão louco.

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segunda-feira, agosto 04, 2008

O MARTELO DO ÉDEN, de Ken Follett

Em O MARTELO DO ÉDEN, a agonia de uma secreta comunidade hippie ameaçada por uma hidrelétrica serve de pano de fundo para uma trama eletrizante de suspense, paixões, conflitos e interesses.
Numa comunidade perdida num vale da Califórnia, as palavras liberdade, paz e amor — os ideais do movimento hippie — continuam sendo muito mais que um slogan; são uma forma de sobrevivência. O recanto é paradisíaco e viver ali significa desprezar o capitalismo e todas as normas sociais que não priorizam o homem. Mas a construção de uma hidrelétrica é a ameaça que pode pôr fim ao sonho. Para o líder da comunidade, Ricky Priest, a solução é drástica e nada pacífica: sob o codinome de Martelo do Éden, ele e seus seguidores ameaçam o governo da Califórnia com um terremoto. Mas pode um terremoto ser criado pelo homem? Para Priest, que conta com a ajuda de uma estudante de sismologia, isto é perfeitamente possível. Desde que se consiga roubar um vibrador sísmico. E isso ele consegue.

A questão é ver quem é mais esperto. Se a competente agente do FBI Judy Maddox, encarregada de encontrar o grupo, ou o carismático Priest. A caçada que se segue contrapõe a inteligência dos dois antagonistas. De um lado, o arguto Priest procurando defender, custe o que custar, seu refúgio ecológico. Do outro, Maddox tentando garantir uma sonhada promoção entre as disputas internas da agência. Ken Follett narra, passo a passo, essa caçada. Nos faz seguir as pegadas de Priest, conhecer o estilo de vida que seu grupo quer preservar e acompanhar a perseguição do FBI numa narrativa cinematográfica.

Livro: O MARTELO DO ÉDEN
Autor: KEN FOLLETT
Editora: Rocco
1ª Edição (1999)
Páginas: 480
ISBN: 9788532510266
Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre O MARTELO DO ÉDEN:

Léo Bloom: Muito legal O Martelo do Éden. É daqueles thrillers que dá vontade de ler de novo. Ken Follett tem um talento incrível para dar um toque de humanidade aos seus antagonistas. O Priest parece mesmo uma pessoa de carne e osso, alternando momentos sublimes com outros, hediondos. A gente chega a se solidarizar com ele e temer pela comunidade.

Augusta Tietê: O livro é ótimo, mas o final decepciona um pouco. Fica a sensação de que o Ken Follett já estava escrevendo o livro há meses e doido para acabar logo e começar outro. O romance entre a agente Maddox e Michael Quercus podia ter sido melhor explorado.

W@L: Se é verdade o que o livro diz, que um terremoto pode ser provocado pelo homem, fiquei com medo de viajar para a Califórnia, ainda mais depois dos ataques de 11 de setembro. Vai que um Bin Laden da vida lê O Martelo do Éden e manda que seus terroristas roubem um vibrador sísmico e o leve para uma das falhas nas placas tectônicas que têm aos montes lá praqueles lados.

Paty Faria: Eu amei esse thriller. O Martelo do Éden é fantástico, prende a atenção e mostra a vida numa decadente comunidade hippie que parou no tempo. Os personagens são muito verossímeis, começando por Judy Maddox e Priest e incluindo, também, Star, Michael Quercus, o Bo Maddox (adorei o apelido "Bo") e até o Marvin Hayes. Tudo muito humano e verdadeiro. O problema foi o final, hollywoodiano demais pro meu gosto e mal desenvolvido. Mas o resto do livro compensa.

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segunda-feira, julho 28, 2008

O CÓDIGO DOS JUSTOS, de Sam Bourne

Romance de estréia de Sam Bourne, pseudônimo do premiado jornalista inglês Jonathan Freedland, O CÓDIGO DOS JUSTOS consegue subverter a onda atual e mostra que nem toda trama conspiratória com fundo religioso precisa ser sem imaginação.
Dois assassinatos em extremos opostos dos Estados Unidos: um nas ruas do submundo de Nova York, o outro nas matas de Montana. Uma série de assassinatos em cada canto do globo, das superpovoadas favelas da Índia às prístinas praias da Cidade do Cabo. Não pode haver uma ligação entre eles. Pelo menos é o que acredita Will Monroe, um jovem repórter do New York Times, até a manhã em que sua mulher é seqüestrada. Os que a mantêm em cativeiro parecem dispostos a matá-la sem hesitação.

Desesperado, Will segue uma trilha que o leva a uma misteriosa seita — fervorosos seguidores de uma das mais antigas crenças da Humanidade. Terá de desvendar múltiplas camadas de misticismo e antigas profecias, desenterrar os enigmas do fundo do Antigo Testamento. Até descobrir o segredo que dizem ter dado vida ao mundo por centenas de anos, um segredo do qual talvez dependa o destino da Humanidade. O CÓDIGO DOS JUSTOS arrasta o leitor para as mais secretas profundidades do misticismo e para as profecias da Cabala.

Livro: O CÓDIGO DOS JUSTOS
Autor: SAM BOURNE
Editora: Record
1ª Edição (2007)
Páginas: 476
ISBN: 9788501075987
Comentários de alguns dos Ts&Ts sobre O CÓDIGO DOS JUSTOS:

H. Ester: Não é "o melhor thriller dos últimos anos" como o seu marketing afirma, mas é bom. O final é forçado e meio inverossímel. Tem umas partes confusas e se a gente deixa escapar uma linha, tem que voltar uma ou duas páginas para pegar tudo de novo e entender o momento.
Mrs. "M": Com certeza pesou o fato do autor ser jornalista, o protagonista ser um jornalista. Aí aconteceu aquilo que acontece com o escritor que se baseia na própria vida: o personagem é incorporado por ele e o leitor calejado percebe. Soa pretensioso. Mas a trama é bem urdida e o final esclarece todos os lances que, ao longo do livro, parecem absurdas. Nota 8,5.
Martina Memory: Achei o livro muito bom. O Will é carismático e a gente se identifica com ele. A ex-namorada dele, TC, para mim é a personagem mais interessante. E a descrição da comunidade Hassídica de NY e dos seus costumes mostra que o autor pesquisou bastante antes de escrever, o que é positivo.
Bentinha Escobar: Quando comecei a ler o livro, cheguei a pensar que Sam Bourne fosse algum parente de Jason Bourne (do Ludlum). Aí descobri que os dois nomes são fictícios. O Sam na verdade se chama Jonathan e O código dos justos foi uma leitura tensa e muito gostosa. Um bom thriller, sem dúvida.

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